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sexta-feira, 8 de junho de 2012
AMANHECER [ilha Esme]
“Houston”, eu perguntei, erguendo minhas sobrancelhas quando nós chegamos ao portão em Seattle.
“É só uma parada no meio do caminho”, Edward me assegurou com um sorriso malicioso.
Eu me senti como se tivesse acabado de ir dormir quando ele me acordou. Eu estava grogue enquanto ele me puxou pelos terminais, lutando pra me lembrar como abrir meus olhos toda vez que eu piscava. Eu levei alguns minutos para entender o que estava acontecendo quando paramos no balcão internacional para fazer o check-in para o próximo vôo.
“Rio de Janeiro?” Eu perguntei com um pouco de trepidação.
“Outra parada”, ele me disse.
O vôo para a América do Sul foi longo mas confortável no largo acento da primeiraclasse, com os braços de Edward ao meu redor. Eu dormi até não agüentar mais e me acordei estranhamente alerta enquanto nós sobrevoávamos o aeroporto com as luzes do pôr do sol entrando pelas janelas do avião.
Nós não ficamos no aeroporto para fazer outra conexão, como eu esperava. Ao invés disso nós pegamos um táxi nas ruas vivas, escuras e lotadas do Rio.
Incapaz de entender as instruções em português que Edward dava ao motorista, eu imaginei que íamos encontrar um hotel antes de seguir com a próxima parte da nossa jornada. Uma forte pontada de alguma coisa muito parecida com medo de palcos fez meu estômago revirar enquanto eu considerava isso. O táxi continuou passando pelas multidões até que elas foram diminuindo, de alguma forma, e nós parecíamos estar nos aproximando do lado oeste da cidade, indo em direção ao oceano.
Nós paramos nas docas.
Edward guiou o caminho através da longa fila de iates brancos atracados na água escurecida pela noite. O barco no qual ele parou era menor que os outros, mais fino, obviamente construído pensando mais em velocidade do que em espaço. No entanto, mesmo assim era luxuoso, e mais gracioso que os outros.
Ele pulou pra dentro com facilidade, apesar das malas pesadas que ele carregava. Ele as largou no deck e se virou para me ajudar a subir cuidadosamente na beirada.
Eu observei em silêncio enquanto ele preparava o barco para zarpar, surpresa pela forma como ele parecia estar habituado e confortável com aquilo, já que ele nunca tinha mencionado interesse em barcos antes. Mas, novamente, ele era bom em simplesmente tudo.
Enquanto nós seguíamos para o leste no oceano aberto, eu revisei geografia básica na minha cabeça. Até onde eu conseguia lembrar, não havia muito mais a leste do Brasil... Até que você chegava na África.
Mas Edward acelerou em frente enquanto as luzes do Rio iam sumindo e finalmente desapareceram atrás de nós. No rosto dele estava o sorriso feliz já familiar, aquele que era produzido por qualquer espécie de velocidade. O barco se atirava nas ondas e eu levava banhos com a água do mar.
Finalmente a curiosidade que eu estava segurando há tanto tempo me venceu.
“Vamos para mais longe?” Eu perguntei.
Não era natural para ele esquecer que eu era humana, mas eu me perguntei se ele planejava que nós ficássemos vivendo naquele espacinho por muito tempo.
“Cerca de meia hora”. Os olhos dele encontraram minhas mãos, agarradas nos bancos, e ele sorriu.
Oh bem, eu pensei comigo mesma. Afinal de contas, ele era um vampiro.
Talvez nós estivéssemos indo para Atlantis.
Vinte minutos depois, ele chamou meu nome acima do ronco do motor.
“Bella, olhe ali.” Ele apontou diretamente para frente.
No começo eu só vi a escuridão, e a trilha branca que a lua deixava na água.
Mas eu me concentrei no ponto para o qual ele apontava até achar uma forma escurecida e baixa quebrando a luz da lua nas ondas. Enquanto eu olhava para a escuridão, a silhueta ficou mais detalhada. Era a forma de um triângulo plano, irregular, com um lado mais longo do que o outro antes de afundar nas ondas. Nós nos aproximamos e eu pude ver que os contornos eram leves, balançando à leve brisa.
E aí meus olhos entraram em foco e tudo fez sentido: uma pequena ilha se erguia na água à nossa frente, com palmeiras frondosas, a praia mais brilhante e pálida à luz da lua.
“Onde nós estamos?” Eu murmurei, sonhadora, enquanto ele mudava de direção, indo para o lado norte da ilha.
Ele me ouviu, apesar do barulho do motor, e deu um grande sorriso que resplandeceu à luz da lua.
“Essa é a Ilha Esme”.
O barco parou dramaticamente, ficando na posição precisa no pequeno cais construído com placas de madeira, embranquecidos pela brancura da lua. O motor foi desligado, e o silêncio que se seguiu foi profundo. Não havia nada além das ondas, batendo levemente no barco, e o ruído da brisa nas palmeiras.
O vento era quente, úmido, e perfumado – como o vapor que ficava depois de um banho.
“Ilha Esme?” Minha voz era baixa, mas pareceu alta demais quando enfrentou a noite quieta.
“Um presente de Carlisle. Esme se ofereceu para nos emprestar.”
Um presente? Quem dá ilhas de presente? Eu fiz uma careta. Eu não tinha me dado conta que a extrema generosidade de Edward era um comportamento que ele havia aprendido.
Ele colocou as malas no cais e se virou de volta, sorrindo com seu sorriso perfeito enquanto me alcançava. Ao invés de me pegar pela mão, ele me puxou direto para os seus braços.
“Não é para você esperar até chegar na porta?” Eu perguntei, sem ar, enquanto ele saltava facilmente para fora do barco.
Ele sorriu.
“Se eu não fizer tudo não tem graça.”
Segurando as alças das duas enormes malas com uma mão só e me segurando com o outro braço, ele me carregou pelo cais e por uma trilha de areia clarinha através da vegetação escura.
Por um breve momento tudo ficou como breu na mata que mais parecia uma selva, e ai eu consegui avistar uma luz cálida à frente. Foi mais ou menos nesse ponto que eu me dei conta que a luz era uma casa – os dois quadrados perfeitos e brilhantes eram janelas largas que margeavam a porta da frente – aquele medo de palco novamente, mais poderoso que antes, pior do que quando eu pensei que estávamos indo para um hotel.
Meu coração bateu audivelmente nas minhas costelas, e a minha respiração pareceu ficar presa na minha garganta. Eu senti os olhos de Edward no meu rosto, mas me recusei a encontrar o olhar dele. Eu olhei diretamente para a frente, sem enxergar nada.
Ele não me perguntou o que eu estava pensando, e isso não era comum pra ele. Eu acho que isso significa que ele estava tão nervoso quanto eu estava.
Ele pôs as malas no chão para abrir as portas – elas estavam destrancadas.
Edward olhou para mim, esperando que eu encontrasse o olhar dele antes de passar pela porta.
Ele me carregou pela casa, nós dois muito quietos, acendendo as luzes enquanto passava. Minha vaga impressão da casa foi que ela era grande demais para uma ilha tão pequena, e estranhamente familiar. Eu me acostumei ao esquema de cores pálidas que os Cullen preferiam; eu me sentia em casa.
No entanto, eu não me foquei em coisas específicas. O violento pulso batendo nos meus ouvidos fazia tudo ficar distorcido.
Então Edward parou e acendeu a última luz.
O quarto era grande e branco, e a parede mais distante era praticamente feita de vidro – uma decoração padrão para os meus vampiros. Do lado de fora, a lua estava brilhando na areia branca e, apenas a alguns metros de distância da casa, as ondas brilhantes. Mas eu mal notei essa parte. Eu estava mais concentrada na cama absolutamente enorme no centro do quarto, com leves mosquiteiros pendurados.
Edward me pôs no chão.
“Eu... Eu vou pegar a bagagem.”
O quarto era quente demais, mais pesado do que a noite tropical lá fora. Uma trilha de suor empapou a minha nuca. Eu caminhei para frente lentamente até que eu consegui erguer a mão e tocar o mosquiteiro opaco. Por algum motivo, eu precisava ter certeza de que tudo era real.
Eu não ouvi Edward voltar. De repente, seus dedos gelados estavam acariciando a minha nuca, enxugando a transpiração.
“É um pouco quente aqui”, ele disse como quem pedia desculpas. “Eu achei...
que seria o melhor.”
“Absolutamente”, eu murmurei por baixo do meu fôlego, e ele gargalhou. Era um som nervoso, raro para Edward.
“Eu tentei pensar em tudo que pudesse tornar isso mais... fácil,” ele admitiu.
Eu engoli fazendo barulho, ainda sem olhar na direção dele. Será que já existiu uma lua de mel assim antes?
E sabia a resposta pra isso. Não. Não existiu.
“Eu estava me perguntando”, Edward disse lentamente. “se... primeiro... talvez você goste de um mergulho à meia noite comigo?” Ele respirou profundamente, e a voz dele estava mais tranqüila quando ele falou novamente. “A água estará bem quentinha. Esse é o tipo de praia que você aprovaria.”
“Parece bom”, Minha voz se quebrou.
“Eu tenho certeza que você gostaria de um ou dois minutos humanos... Foi uma longa viagem.”
Eu balancei a cabeça rigidamente. Eu mal me sentia humana; talvez alguns minutos a sós me ajudassem.
Os lábios dele alisaram a minha garganta, logo abaixo do meu ouvido. Ele riu uma vez e sua respiração fria fez cócegas na minha pele esquentada.
“Não demore muito, Sra. Cullen”.
Eu pulei um pouco pelo som do meu novo nome.
Os lábios dele desceram no meu pescoço até o topo do meu ombro.
“Eu vou esperar por você na agua.”
Ele passou por mim indo até as portas francesas que se abria dando diretamente para a noite enluarada. O ar pesado, salgado, entrou no quarto atrás dele.
A minha pele estava em chamas? Eu precisei olhar para baixo para checar. Não, eu não estava queimando. Pelo menos, não visivelmente. Eu me lembrei de respirar, e aí cambaleei em direção à mala gigante que Edward tinha deixado aberta sobre uma penteadeira baixa. Ela devia ser minha, pois a minha familiar bolsa de utensílios de higiene estava em cima dela, e haviam muitas coisas cor de rosa por ali, mas eu não reconheci nada que pudesse ser uma roupa. Enquanto eu escavava as pilhas cuidadosamente arrumadas – procurando alguma coisa familiar e confortável, um par de calças de moletom, talvez – eu me dei conta que havia uma quantidade absurda de laços e cetim sedoso nas minhas mãos. Lingerie. Lingerie com cara de lingerie, com etiquetas francesas.
Eu não sabia como e quando, mas algum dia, Alice ia pagar por isso.
Desistindo, eu fui para o banheiro e dei uma espiada pelas longas janelas que se abriam para a mesma praia que se abriam para as portas francesas. Eu não conseguia vê-lo; eu imaginei que ele estivesse lá na água, sem se incomodar em respirar. No céu lá em cima, a lua estava minguante, quase cheia, e a areia estava numa cor branca e brilhante sob seu brilho. Um pequeno movimento chamou minha atenção. Seguras com uma espécie de laço em uma das palmeiras que margeavam a praia, o resto das roupas dele estavam balançando com a brisa suave.
Uma onda de calor passou pela minha pele novamente.
Eu respirei fundo duas vezes e fui para o espelho acima da longa fila de armários. Eu estava exatamente com a cara de quem passou o dia inteiro dormindo num avião. Eu encontrei minha escova e a passei com força nos bolos de cabelo na base da minha nuca até que eles ficaram macios e a escova ficou cheia de fios. Eu escovei meus dentes meticulosamente, duas vezes.
Então eu lavei meu rosto e passei água na minha nuca, que estava meio febril. A sensação foi tão boa que eu também lavei meus braços, e finalmente eu resolvi desistir e ir para o chuveiro. Eu sabia que era ridículo tomar banho antes de ir nadar, mas eu precisava me acalmar, e água quente era uma forma confiável de fazer isso.
Além do mais, raspar as minhas pernas também parecia uma boa idéia.
Quando eu acabei, eu agarrei uma grande toalha na pia e a enrolei embaixo dos meus braços.
Ai eu dei de cara com um dilema que eu não havia considerado. O que eu ia usar? Não uma roupa de banho, lógico. Mas também parecia bobagem colocar as minhas roupas de novo. Eu nem quis saber das coisas que Alice tinha colocado na mala pra mim.
Minha respiração começou a acelerar de novo e minhas mãos tremeram – os efeitos calmantes de tomar banho já eram.
Eu comecei a me sentir meio tonta, aparentemente um ataque de pânico com força máxima se aproximava. Eu sentei no chão frio de azulejo com a minha toalha grande e coloquei a cabeça entre os joelhos. Eu rezei para que ele não decidisse vir me procurar antes que eu conseguisse me refazer. Eu podia imaginar o que ele ia pensar se me visse aos pedaços desse jeito. Não seria difícil ele se convencer que nós estávamos cometendo um erro.
Eu não estava pirando por achar que estávamos cometendo um erro. Nem um pouco. Eu estava pirando porque eu não tinha idéia de como fazer isso, e eu estava com medo de sair desse quarto e enfrentar o desconhecido.
Especialmente usando lingerie francesa. Eu sabia que não estava pronta pra isso ainda.
Isso era exatamente como ter que entrar num teatro cheio de gente sem ter a mínima noção de quais eram as minhas falas.
Como as pessoas faziam isso – engolir seus medos e confiar tão cegamente em alguém com todas as imperfeições e medos que ela tem – com tão menos do que o absoluto cometimento que Edward tinha me dado? Se não fosse Edward lá fora, se eu não soubesse com todas as células do meu corpo que eu o amo – incondicionalmente e irrevogavelmente, e honestamente, irracionalmente – eu nunca seria capaz de levantar desse chão.
Mas era Edward lá fora, então eu sussurrei as palavras “Não seja covarde”
bem baixinho e cambaleei para ficar de pé. Eu prendi a toalha mais alto embaixo dos meus braços e marchei com determinação para fora do banheiro.
Passei pela mala cheia de laçinhos e pela enorme cama sem olhar para nenhum dos dois. Abri a porta de vidro e fui para a areia fina como talco.
Tudo estava preto e branco, tudo ficou sem cor por causa da lua. Eu caminhei lentamente pelo pó quentinho, parando ao lado da árvore curvada onde ele tinha deixado suas roupas. Eu pus minha mão no tronco ríspido e chequei minha respiração para ver se ela estava uniforme ou uniforme o suficiente.
Eu olhei através do mato baixo, no negro da escuridão, procurando por ele.
Não foi difícil encontrá-lo. Ele estava de pé, de costas pra mim, mergulhado até a cintura na água da meia noite, olhando para a lua oval.
A luz pálida da lua deixava sua pele numa perfeita cor branca, como a areia, como a própria lua, e deixava seu cabelo negro como o oceano. Ele estava imóvel, as palmas de suas mãos descansando na superfície da água; as ondas baixas se quebravam ao redor dele, como se ele fosse uma pedra. Eu olhei para as suaves linhas das costas dele, de seus ombros, seu pescoço, seu formato indefectível...
O fogo já não deixava mais rastros na minha pele – agora ele queimava lenta e profundamente; ele sumiu com a minha estranheza, minha tímida incerteza.
Eu deixei a toalha cair sem hesitar deixando-a na árvore com as roupas dele, e caminhei para a luz branca; isso também me fez ficar pálida como a areia branca.
Eu não conseguia ouviu os sons dos meus passos enquanto caminhava até a beira da água, mas eu imaginei que ele podia. Edward não se virou. Eu deixei as ondas gentis quebrarem aos meus pés, e descobri que ele estava certo sobre a temperatura – ela estava bem quentinha, como água de chuveiro. Eu entrei, caminhando cuidadosamente pelo chão invisível do oceano, mas a minha preocupação era desnecessária; a areia continuava perfeitamente suave, indo gentilmente na direção de Edward. Eu dei braçadas pela leve correnteza até estar ao lado dele, e então repousei minha mão gentilmente sobre a mão gelada dele que pairava sobre a água.
“Lindo”, eu disse, olhando para a lua também.
“É bonita”, ele disse, sem se impressionar. Ele virou lentamente pra me olhar; pequenas ondas acompanharam os movimentos dele e se quebravam na minha pele. Ele virou as mãos para cima para que pudéssemos uni-las embaixo da água. Estava quente suficiente para que a pele fria dele não causasse arrepios na minha.
“Mas eu não usaria a palavra linda”, ele continuou. “Não com você bem aqui para fazer a comparação.”
Eu dei um meio sorriso, então ergui a minha mão livre – agora ela não tremia – e a coloquei sobre o coração dele. Branco sobre branco; nós combinamos, para variar. Ele estremeceu só um pouquinho com o meu toque. A respiração dele agora estava mais ríspida.
“Eu prometi que ia tentar”, ele sussurrou, ficando tenso de repente. “Se... Se eu fizer algo errado, se eu te machucar, você precisa me dizer imediatamente.”
Eu fiz um aceno solene com a cabeça, mantendo meus olhos grudados nos dele. Eu dei um passo à frente nas ondas e deitei minha cabeça no peito dele.
“Não tenha medo”, eu murmurei. “Nós fomos feitos para ficar juntos.”
De repente eu fiquei abismada pela veracidade das minhas próprias palavras.
Esse momento era tão perfeito, tão correto, que não havia nenhuma dúvida disso. Os braços dele me cercaram, me segurando contra ele, éramos como inverno e verão. Parecia que todas as terminações nervosas do meu corpo eram fios elétricos.
“Para sempre”, ele concordou, e então nos puxou gentilmente mais para dentro na água.
O sol, quente na pele das minhas costas nuas, me acordou pela manhã. Era tarde da manhã ou logo cedo à tarde, eu não tinha certeza.
Apesar disso, tudo além da hora estava claro; eu sabia exatamente onde estava – o quarto claro, com a grande cama, a luz brilhante do sol entrando pelas portas abertas. As nuvens do mosquiteiro suavizavam o brilho.
Eu não abri meus olhos. Eu estava feliz demais para mudar qualquer coisa, não importa o quão pequeno ela fosse. Os únicos sons eram as ondas lá fora, nossa respiração, as batidas do meu coração...
Eu estava confortável, mesmo sob o sol forte. A pele fria dele era um antídoto perfeito para o calor. Deitada em seu peito gelado, com os braços dele ao meu redor, parecia simples e natural.
Eu me perguntei vagamente porque eu estava tão amedrontada por causa de ontem à noite. Meus medos agora pareciam bobos.
Os dedos dele percorriam o contorno da minha espinha, e eu soube que ele sabia que eu estava acordada. Eu mantive os olhos fechados e apertei o meu braço no pescoço dele, me aproximando dele ainda mais.
Ele não falou; seus dedos se moviam para cima e para baixo nas minhas costas, quase sem me tocar enquanto ele traçava contornos na minha pele.
Eu teria ficado feliz apenas e ficar deitada para sempre, sem nunca perturbar esse momento, mas o meu corpo tinha outras idéias. Eu ri com o meu estômago impaciente. Parecia meio prosaico sentir fome depois de tudo o que aconteceu na noite passada. Como estar sendo cair de volta na Terra depois de subir alto demais.
“O que é tão engraçado?” Ele murmurou, ainda alisando as minhas costas. O som da voz dele, séria e rouca, trouxe pra mim uma maré de memórias da noite passada, e eu senti meu rosto e meu pescoço ficando vermelhos.
Para responder a pergunta dele, meu estômago rosnou. Eu ri de novo.
“Eu posso escapar da minha humanidade por muito tempo.”
Eu esperei, mas ele não riu comigo. Lentamente, penetrando as muitas camadas de êxtase que anuviava a minha cabeça, veio a realização de uma atmosfera diferente que vinha de fora da minha própria esfera cintilante de felicidade.
Eu abri meus olhos; a primeira coisa que eu vi foi a pele pálida quase prateada da garganta dele, o arco de seu queixo estava acima do meu rosto. Eu me ergui com o cotovelo para poder ver o rosto dele.
Ele estava olhando para o arco da cama acima de nós, e ele não olhou para mim enquanto eu estudava sua expressão grave. A expressão dele era chocante – ela mandou uma eletricidade física pelo meu corpo.
“Edward”, eu disse, um pequeno caroço estranho na minha garganta, “o que foi? O que há de errado?”
“Você precisa perguntar?” A voz dele era dura, cínica.
Meu primeiro instinto, produto de uma vida inteira de inseguranças, foi me perguntar o que eu havia feito de errado. Eu pensei em tudo o que havia acontecido, mas não consegui encontrar nada que fosse desagradável. Tudo foi mais simples do que eu havia esperado; nós nos completamos como um quebra-cabeça, feito para se encaixar. Isso me deu uma satisfação secreta – nós éramos compatíveis fisicamente, assim como de outras formas. Fogo e gelo, de alguma forma existindo sem destruir um ao outro. Mais uma prova de que eu pertencia a ele.
Eu não conseguia pensar em nenhuma parte que o fizesse ficar assim – tão frio e severo. O que eu perdi? Os dedos dele alisaram as linhas enrijecidas da minha testa.
“O que você está pensando?” Ele sussurrou.
“Você está aborrecido. Eu não compreendo. Eu...?” Eu não consegui terminar.
Os olhos dele se apertaram.
“Quanto eu te machuquei, Bella? A verdade – não tente melhorar as coisas.”
“Machucar?” Minha voz saiu mais alta que de costume porque a palavra me pegou de surpresa.
Ele ergueu uma sobrancelha, seus lábios se estreitaram.
Eu pensei rapidamente, enrijecendo meu corpo automaticamente, tencionando e flexionando os músculos. Havia um pouco de rigidez e eu estava dolorida também, era verdade, mas o mais estranho foi a sensação de que todos os meus ossos tinham se separado das juntas, e eu agora tinha adquirido uma consistência meio parecida com a de uma gelatina. Não era uma sensação desagradável.
E então eu fiquei com um pouco de raiva, porque ele estava obscurecendo a mais perfeita das manhãs com suas idéias pessimistas.
“Porque você pularia para essa conclusão? Eu nunca estive melhor do que estou agora.”
Ele fechou os olhos.
“Pare com isso.”
“Parar com o quê?”
“Pare de agir como se eu não fosse um monstro por ter concordado com isso.”
“Edward!” Eu murmurei, com muita raiva agora. Ele estava levando minha memória brilhante para a escuridão, aprisionando-a. “Nunca mais diga isso.”
Ele não abriu os olhos; era como se ele não quisesse me ver. “Olhe para si mesma, Bella. Me diga que eu não sou um monstro.”
Magoada, chocada, eu segui as instruções dele sem pensar e fiquei sem fôlego.
O que aconteceu comigo? Eu não conseguia entender os flocos que neve branca grudados na minha pele. Eu balancei a cabeça, e uma cascata branca caiu do meu cabelo.
Eu agarrei uma das coisas brancas entre meus dedos. Era um pedaço decadente.
“Porque eu estou coberta de penas?” Eu perguntei, confusa.
Ele exalou, impaciente.
“Eu mordi um travesseiro. Ou dois. Não é disso que eu estou falando.”
“Você... mordeu um travesseiro? Por quê?”
“Olhe, Bella!” Ele praticamente rosnou. Ele pegou minha mão – muito cuidadosamente – e esticou meu braço. “Olhe pra isso.”
Dessa vez, eu vi o que ele queria dizer.
Por baixo das penas, grandes machucados roxos estavam começando a aparecer na pele pálida do meu braço. Meus olhos seguiram a trilha que eles faziam até os meus ombros, e depois para baixo, nas minhas costelas. Eu soltei minha mão para cutucar uma pequena descoloração no meu antebraço esquerdo, vendo ela desaparecer quando eu apertava, e aparecer de novo. Ela doeu um pouco.
Tão levemente como se nem estivesse me tocando, Edward pôs as mãos sobre os machucados no meu braço, um de cada vez, contornando os desenhos com seus longos dedos.
“Oh”, eu disse.
Eu tentei lembrar disso – tentei lembrar da dor – mas não conseguia. Eu não conseguia lembrar do momento em que ele me segurou com força demais, suas mãos duras demais contra mim. Eu só me lembrava de querer que ele me abraçasse com mais força, e de estar satisfeita quando ele fez isso...
“Eu... lamento, Bella.”, ele sussurrou enquanto olhava os meus machucados.
“Eu já devia saber. Eu não devia ter –“ Ele fez um som baixo, revoltado, no fundo da sua garganta. “Eu lamento mais do que consigo dizer.”
Ele jogou o braço na frente do rosto e ficou perfeitamente imóvel.
Eu fiquei sentada por um longo momento, totalmente abismada, tentando me conciliar – agora que eu já o entendia – com a infelicidade dele. Ela era tão contrária ao que eu sentia que era difícil processar.
O choque foi passando lentamente, deixando nada em sua ausência. Vazio.
Minha mente estava em branco. Eu não conseguia pensar no que dizer. Como eu podia explicar para ele do jeito certo? Como eu podia deixá-lo feliz como eu estava – ou como eu estava há um momento atrás?
Eu toquei o braço dele e ele não respondeu. Eu agarrei o pulso dele com as minhas mãos e tentei tirar seu braço da frente do rosto, mas tentar fazer uma escultura de mover teria sido igualmente útil pra mim.
“Edward.”
Ele não se moveu.
“Edward?”
Nada. Isso seria um monólogo então.
“Eu lamento, Edward. Eu... nem sei o que dizer. Eu estou tão feliz. Isso não melhora as coisas. Não fique com raiva. Não. Eu estou realmente b–”
“Não diga a palavra bem”, a voz dele estava fria. “Se você valoriza a minha sanidade, não diga que você está bem.”
“Mas eu estou”, eu sussurrei.
“Bella”, ele quase gemeu. “Não.”
“Não. Não você, Edward”.
Ele moveu o braço, seus olhos dourados me olhando cautelosamente.
“Não estrague isso.” Eu disse a ele. “Eu. Estou. Feliz.”
“Eu já arruinei isso”, ele murmurou.
“Corta essa”, eu atirei.
Eu ouvi os dentes dele se chocando.
“Ugh!” Eu rosnei. “Porque você não pode simplesmente ler minha mente? É tão inconveniente ser mentalmente muda!”
Os olhos dele se arregalaram um pouco, distraído, a despeito de si mesmo.
“Essa é nova. Você ama o fato de eu não conseguir ler sua mente.”
“Hoje não.”
Ele me encarou.
“Por quê?”
Eu joguei minhas mãos para o alto, frustrada, sentindo uma dor nos meus ombros que eu havia ignorado. Minhas mãos pousaram no peito dele, num rápido tapa.
“Porque toda essa angústia completamente desnecessária se você pudesse ver como eu me sinto agora! Ou pelo menos, há alguns minutos atrás. Eu estava perfeitamente feliz. Total e completamente em êxtase. Agora – bem, eu to meio irritada, na verdade.”
“Você devia estar com raiva de mim.”
“Bem, eu estou. Isso faz você se sentir melhor?”
Ele suspirou.
“Não. Eu não acho que nada poderia me fazer sentir melhor agora.”
“Isso” eu rebati. “É por isso aí que eu to com raiva. Você está matando a minha alegria, Edward.”
Ele revirou os olhos e balançou a cabeça.
Eu respirei fundo. Eu estava me sentindo um pouco mais dolorida agora, mas não era tão ruim.Era mais ou menos como passar um dia levantando pesos. Eu fiz isso com Renée durante uma das suas obsessões com fitness. Sessenta e cinco levantamentos e cinco quilos em cada mão.
No dia seguinte eu não conseguia caminhar. Isso não era nem de perto tão doloroso.
Eu engoli minha irritação e tentei deixar minha voz tranqüilizadora.
“Nós sabíamos que isso seria complicado. Eu pensei que isso já estava claro. E também – bem, isso foi muito mais fácil do que eu achei que seria. E isso realmente não é nada”, eu passei os dedos pelo meu braço. “Eu acho que, para a primeira vez, sem saber o que esperar, nós fomos incríveis. Com um pouco de prática ...”
De repente a expressão dele ficou tão lívida que eu parei no meio da frase.
“Claro? Você esperava isso, Bella? Você estava esperando que eu fosse te machucar? Você estava achando que podia ser pior? Você considera esse experimento um sucesso porque você conseguiu sair dele caminhando? Nada de ossos quebrados – isso significa vitória?”
Eu esperei, deixando que ele botasse tudo para fora. Então eu esperei um pouco mais enquanto a respiração dele voltava ao normal. Quando os olhos dele estavam calmos, eu falei, falando muito pausadamente.
“Eu não sabia o que esperar – mas eu definitivamente não esperava que fosse tão... tão... tão maravilhoso e perfeito quanto foi.”
O volume da minha voz caiu até virar um murmúrio, meus olhos passaram do rosto dele para as minhas mãos.
“Quer dizer, eu não sei como foi para você, mas foi assim pra mim.”
Um dedo frio fez meu queixo levantar de novo.
“É com isso que você está preocupada?” Ele disse através dos dentes. “Se eu gostei?”
Meus olhos permaneceram baixos.
“Eu sei que não é a mesma coisa. Você não é humano. Eu só estava tentando explicar que, para uma humana, bem, eu não consigo imaginar que a vida possa ficar ainda melhor que isso.”
Ele ficou em silêncio por tanto tempo que, finalmente, eu tive que olhar para cima. O rosto dele estava mais calmo agora, pensativo.
“Parece que eu tenho mais motivos para me desculpar.” Ele fez uma careta. “Eu nem sonhava que você fosse presumir que a forma como eu me sinto pelo que eu fiz ontem à noite significa que a noite passada não foi... bem, a melhor noite da minha existência. Mas eu não quero pensar dessa forma, não quando você está...”
Meus lábios se curvaram um pouco nos lados.
“Sério? A melhor de todas?” Eu perguntei numa voz baixa.
Ele pegou meu rosto em suas mãos, ainda introspectivo. “Eu falei com Carlisle depois que você e eu fizemos o nosso trato, esperando que ele pudesse me ajudar. É claro que ele me avisou que isso seria muito perigoso para você.”
Uma sombra cruzou sua expressão.
“Mas ele tinha fé em mim – fé que eu não merecia.”
Eu comecei a protestar, e ele colocou dois dedos nos meus lábios antes que eu pudesse comentar.
“Eu também perguntei a ele o que eu poderia esperar. Eu não sabia como isso seria para mim... sendo eu um vampiro.” Ele sorriu meio sem vontade. “Carlisle me disse que isso era uma coisa muito poderosa, como nenhuma outra coisa. Ele me disse que o amor físico não era uma coisa que eu devia subestimar. Com os nossos temperamentos mudando tão raramente, emoções fortes podem nos alterar em caráter permanente. Mas ele disse que eu não precisaria me preocupar com essa parte – você já tinha me alterado completamente.” Dessa vez o sorriso foi mais genuíno.
“Eu falei com os meus irmãos, também. Eles me disseram que era um prazer enorme. Perdendo apenas para o prazer de beber sangue humano.” Uma linha se desenhou na testa dele. “Mas eu já experimentei o seu sangue, e não pode existir um sangue mais potente que isso... Na verdade eu não acho que eles estejam errados. Só que isso foi diferente para nós. Algo mais.”
“Foi algo mais. Foi tudo.”
“Isso não muda o fato de que foi errado. Mesmo se houvesse a possibilidade de você realmente se sentir dessa forma”
“O que isso significa? Você acha que eu estou inventando isso? Porque?”
“Para amenizar a minha culpa. Eu não posso ignorar as evidências, Bella. Ou a sua história de me livrar das responsabilidades quando eu cometo erros.”
Eu agarrei o queixo dele e me inclinei para frente até que os nossos rostos só estavam a uns centímetros de distância um do outro.
“Me ouça, Edward Cullen. Eu não estou fingindo nada pelo seu bem, tá legal? Eu nem sabia que havia alguma razão para fazer você se sentir melhor até que você começou a agir tão infeliz. Eu nunca estive tão feliz em toda a minha vida – eu não fiquei feliz assim nem quando você decidiu que seu amor por mim era maior que sua vontade de me matar, ou na primeira manhã que acordei com você lá esperando por mim...Nem mesmo quando eu ouvi sua voz no estúdio de balé” – Ele enrijeceu com a memória antiga do meu encontro com um vampiro caçador, mas eu não parei – “ou quando você disse ‘eu aceito’ e eu me dei conta de que, de alguma forma, eu consegui ficar com você para sempre.
Essas são as memórias mais felizes que eu tenho, e essa é melhor do que qualquer uma delas. Então aceite isso.”
Ele tocou a linha enrugada entre as minhas sobrancelhas.
“Eu estou te deixando infeliz agora. Eu não quero fazer isso.”
“Então você não fiquei triste. Essa é a única coisa errada aqui.”
Os olhos dele se estreitaram, então ele respirou profundamente e balançou a cabeça. “Você está certa. O passado é passado e eu não posso fazer nada para mudá-lo. Não faz sentido deixar meu mau humor afetar esse momento para você. Eu farei o que foi preciso para te deixar feliz agora.”
Eu examinei o rosto dele cheia de suspeita, e ele me deu um sorriso sereno.
“Qualquer coisa que me deixe feliz?”
Meu estômago rosnou ao mesmo tempo que eu fazia a pergunta.
“Você está com fome”, ele disse rapidamente. Ele saiu da cama velozmente, levantando uma nuvem de penas. O que me fez lembrar.
“Então, porque exatamente você resolveu arruinar os travesseiros de Esme?”
Eu perguntei, sentando e tirando mais algumas do meu cabelo. Ele já tinha vestido um par de calças caqui folgadas, e estava perto da porta, bagunçando o cabelo, fazendo algumas penas voarem também.
“Eu não sei se decidi fazer alguma coisa na noite passada”, ele resmungou.
“Temos sorte que foram os travesseiros e não você.” Ele inalou profundamente e balançou a cabeça, como se estivesse expulsando o
pensamento obscuro. Um sorriso muito autêntico se espalhou pelo rosto dele, mas eu imaginei que estava dando muito trabalho colocá-lo lá.
E deslizei cuidadosamente da cama, mais consciente, agora, das dores e dos locais doloridos. Eu o ouvi resfolegar. Ele deu as costas pra mim, e suas mãos se fecharam nos punhos, os nós dos dedos ficando brancos.
“Minha aparência é tão odiosa assim?” Eu perguntei, trabalhando para manter meu tom leve. Ele prendeu a respiração, mas não se virou, provavelmente para esconder sua expressão de mim.
Eu caminhei até o banheiro para checar a mim mesma.
Eu olhei para o meu corpo nu no grande espelho que ficava atrás da porta.
Definitivamente eu já tive dias piores. Havia uma leve sombra em uma das minhas bochechas, e meus lábios estavam um pouco inchados, mas além disso, meu rosto estava bem. O resto do meu corpo estava decorado com manchas azuis e roxas. Eu me concentrei nos machucados que seriam mais difíceis de esconder – nos meus braços e nos meus ombros. Eles não estavam tão mal. Minha pele se refazia facilmente. Quando um machucado vinha a aparecer, eu geralmente já tinha esquecido como ele foi feito. É claro que estes estavam apenas em desenvolvimento. Eu estaria muito pior amanhã. Isso não ia facilitar as coisas.
Aí eu olhei para o meu cabelo e gemi.
“Bella?” Ele estava bem ali ao meu lado assim que eu emiti o som.
“Eu nunca vou conseguir tirar isso tudo dos meus cabelos!” Eu apontei para a minha cabeça, que parecia mais com um ninho de galinha. Eu comecei a recolher as penas.
“Você tinha que estar preocupada com o seu cabelo”, ele murmurou, mas veio parar atrás de mim e começou a retirar as penas muito mais rapidamente.
“Como você consegue não rir disso? Eu estou ridícula.”
Ele não respondeu; ele simplesmente continuou tirando. E aí eu soube a resposta imediatamente – nada poderia ser engraçado enquanto ele estivesse com esse humor.
“Isso não vai funcionar”, eu suspirei depois de um minuto. “Está tudo colado aí. Eu vou ter que tentar lavar.” Eu me virei, passando os braços pela cintura fria dele. “Você quer me ajudar?”
“É melhor eu ir achar comida pra você”, ele disse com uma voz baixa, e gentilmente afastou meus braços.
Eu suspirei enquanto ele se afastava, se movendo rápido demais. Parecia que a minha lua de mel estava acabada. Esse pensamento trouxe um grande caroço para a minha garganta.
Quando eu estava quase sem penas e usando um vestido de algodão desconhecido que escondia a maior parte das manchas cor de violeta, eu caminhei com os pés descalços até onde o lugar de onde o cheiro dos ovos com bacon e queijo cheddar estava vindo.
Edward estava de frente para um fogão de aço inoxidável, deslizando um omelete num prato azul claro que estava esperando no balcão. O cheiro de comida me dominou. Eu senti que podia comer o prato e a frigideira também; meu estômago roncou.
“Aqui”, ele disse.
Ele se virou com um sorriso nos lábios e colocou o prato sobre uma pequena mesa azulejada. Eu sentei em uma das cadeiras de metal e comecei a comer os ovos quentes com gula. Eles queimaram minha garganta, mas eu não me importei. Ele sentou à minha frente.
“Eu não estou te alimentando com freqüência suficiente.”
Eu engoli e então o lembrei:
“Eu estava dormindo. Isso está muito bom, por sinal. Impressionante pra uma pessoa que não come.”
“Canal de receitas”, ele disse, dando meu sorriso torto favorito.
Eu fiquei feliz ao vê-lo, feliz de ver que ele parecia mais com o seu ‘eu’ de sempre.
“De onde vieram os ovos?”
“Eu pedi à equipe de limpeza que estocasse a cozinha. Isso é inédito nessa casa. Eu vou ter que pedir a eles para cuidarem das penas...” Ele parou de falar, seu olhar fixado no espaço acima da minha cabeça. Eu não respondi, tentando evitar qualquer coisa que o deixasse chateado de novo.
Eu comi tudo, apesar dele ter cozinhado suficiente para duas pessoas.
“Obrigada”, e disse a ele. Eu me inclinei sobre a mesa para beijá-lo. Ele correspondeu meu beijo automaticamente, então de repente enrijeceu e se afastou.
Eu apertei meus dentes, e a pergunta que eu pretendia fazer saiu parecendo uma acusação:
“Você não vai me tocar de novo enquanto estivermos aqui, vai?”
Ele hesitou, então deu um meio sorriso e ergueu a mão para alisar minha bochecha. Seus dedos pousaram suavemente na minha pele, e eu não consegui não repousar meu rosto em sua palma.
“Você sabe que não é isso o que eu quis dizer.”
Ele suspirou e baixou as mãos.
“Eu sei. E você está certa.” Ele pausou, erguendo um pouco o queixo. E então ele falou novamente com firme convicção. “Eu não farei amor com você novamente até que você seja transformada. Eu nunca vou te machucar novamente.”
AMANHECER [gesto] capítulo 4
O casamento foi seguido sutilmente pela festa de recepção – prova do planejamento perfeito de Alice. O crepúsculo chegava acima do rio; a cerimônia tinha durado o tempo exato, permitindo que o sol se pusesse atrás das árvores. As luzes nas árvores brilhavam enquanto Edward me guiava através das portas de vidro de trás da casa, fazendo as flores brancas brilhar.
Haviam mais dez mil flores ali, servindo como uma tenda perfumada e flutuante sobre apista de dança que foi arrumada na grama sob duas cidreiras antigas.
As coisas desaceleraram, relaxando enquanto a leve noite de Agosto nos cercava. A pequena multidão se espalhou sob o leve brilho das luzes cintilantes, e nós fomos cumprimentados novamente pelos amigos que tínhamos acabado de cumprimentar. Agora havia tempo para conversar, para sorrir.
Haviam mais dez mil flores ali, servindo como uma tenda perfumada e flutuante sobre apista de dança que foi arrumada na grama sob duas cidreiras antigas.
As coisas desaceleraram, relaxando enquanto a leve noite de Agosto nos cercava. A pequena multidão se espalhou sob o leve brilho das luzes cintilantes, e nós fomos cumprimentados novamente pelos amigos que tínhamos acabado de cumprimentar. Agora havia tempo para conversar, para sorrir.
“Parabéns, pessoal”, Seth Clearwater nos disse, abaixando a cabeça por causa de uma guirlanda de flores.
A mãe dele, Sue, estava bem ao seu lado, olhando os convidados com um estudado interesse. O rosto dela era fino e penetrante, uma expressão que se atenuou pelo seu corte de cabelo curto, severo; era tão curto quanto o cabelo de sua filha Leah – eu me perguntei se ela tinha cortado curto desse jeito em sinal de solidariedade. Billy Black, do outro lado de Seth, não estava tão tenso quanto Sue.
Quando eu olhava para o pai de Jacob, eu sempre sentia que estava vendo duas pessoas e não uma só. Lá estava um homem velho numa cadeira de rodas com um rosto marcado de rugas e um sorriso branco que todo mundo via. E depois havia o descendente direto de uma longa linhagem de chefes índios poderosos, vestido com aquela autoridade com a qual ele tinha nascido.
Apesar da mágica ter – pela ausência de problemas – pulado a sua geração, Billy ainda era uma parte do poder e da lenda. Eles o cercavam. Ela cercava o seu filho, o herdeiro da magia, que deu as costas a isso tudo. Isso agora deixava Sam Uley que agisse como chefe das lendas e magia...
Billy parecia estranhamente tranqüilo considerando que a companhia e o evento – seus olhos brilhavam como se ele tivesse acabado de receber uma boa notícia. Eu estava impressionada com o comportamento dele. Esse casamento devia parecer uma coisa ruim, a pior coisa que podia ter acontecido à filha do melhor amigo dele, nos olhos de Billy.
Eu sabia que não era fácil pra ele esconder seus sentimentos, considerando o desafio que esse evento marcava para a antiga trégua feita entre os Cullen e os Quileute – o acordo havia proibido que os Cullen viessem a criar outro vampiro. Os lobisomens sabiam que uma quebra estava acontecendo, mas os Cullen não faziam idéia de como eles reagiriam. Antes da aliança, isso teria significado ataque imediato. Uma guerra. Mas agora que eles se conheciam melhor, será que ao invés disso haveria perdão?
Como que em resposta a esse pensamento, Seth se inclinou na direção de Edward, com os braços estendidos. Edward retornou o abraço com seu braço livre.
Eu vi Sue estremecer delicadamente.
“É bom ver as coisas dando certo pra você, cara”, Seth disse. “Eu estou feliz por você.”
“Obrigado, Seth. Isso significa muito para mim.” Edward se afastou de Seth e olhou para Sue e Billy. “Obrigado a vocês também. Por terem deixado o Seth vir. Por dar apoio a Bella hoje.”
“De nada” Billy disse com sua voz profunda, gutural, e eu me surpreendi com o otimismo na voz dele. Talvez uma trégua mais forte estivesse no horizonte.
Quando eu olhava para o pai de Jacob, eu sempre sentia que estava vendo duas pessoas e não uma só. Lá estava um homem velho numa cadeira de rodas com um rosto marcado de rugas e um sorriso branco que todo mundo via. E depois havia o descendente direto de uma longa linhagem de chefes índios poderosos, vestido com aquela autoridade com a qual ele tinha nascido.
Apesar da mágica ter – pela ausência de problemas – pulado a sua geração, Billy ainda era uma parte do poder e da lenda. Eles o cercavam. Ela cercava o seu filho, o herdeiro da magia, que deu as costas a isso tudo. Isso agora deixava Sam Uley que agisse como chefe das lendas e magia...
Billy parecia estranhamente tranqüilo considerando que a companhia e o evento – seus olhos brilhavam como se ele tivesse acabado de receber uma boa notícia. Eu estava impressionada com o comportamento dele. Esse casamento devia parecer uma coisa ruim, a pior coisa que podia ter acontecido à filha do melhor amigo dele, nos olhos de Billy.
Eu sabia que não era fácil pra ele esconder seus sentimentos, considerando o desafio que esse evento marcava para a antiga trégua feita entre os Cullen e os Quileute – o acordo havia proibido que os Cullen viessem a criar outro vampiro. Os lobisomens sabiam que uma quebra estava acontecendo, mas os Cullen não faziam idéia de como eles reagiriam. Antes da aliança, isso teria significado ataque imediato. Uma guerra. Mas agora que eles se conheciam melhor, será que ao invés disso haveria perdão?
Como que em resposta a esse pensamento, Seth se inclinou na direção de Edward, com os braços estendidos. Edward retornou o abraço com seu braço livre.
Eu vi Sue estremecer delicadamente.
“É bom ver as coisas dando certo pra você, cara”, Seth disse. “Eu estou feliz por você.”
“Obrigado, Seth. Isso significa muito para mim.” Edward se afastou de Seth e olhou para Sue e Billy. “Obrigado a vocês também. Por terem deixado o Seth vir. Por dar apoio a Bella hoje.”
“De nada” Billy disse com sua voz profunda, gutural, e eu me surpreendi com o otimismo na voz dele. Talvez uma trégua mais forte estivesse no horizonte.
Uma pequena fila estava se formando, então Seth acenou dando adeus e Billy empurrou sua cadeira em direção à comida. Sue manteve uma mão em cada um deles.
Angela e Bem eram os próximos querendo nossa atenção, seguidos pelos pais de Angela e então Mike e Jéssica, que estavam – para minha surpresa – de mãos dadas. Eu não sabia que eles estavam juntos de novo. Isso era bom. Atrás dos meus amigos humanos estavam os meus novos primos, os vampiros do clã Denali. Eu me dei conta de que estava prendendo a respiração enquanto a vampira da frente – Tanya, eu presumi pelo tom dos seus cabelos loiros – se aproximava para abraçar Edward. Perto dela, os outros três vampiros de olhos dourados me olharam com franca curiosidade.
Angela e Bem eram os próximos querendo nossa atenção, seguidos pelos pais de Angela e então Mike e Jéssica, que estavam – para minha surpresa – de mãos dadas. Eu não sabia que eles estavam juntos de novo. Isso era bom. Atrás dos meus amigos humanos estavam os meus novos primos, os vampiros do clã Denali. Eu me dei conta de que estava prendendo a respiração enquanto a vampira da frente – Tanya, eu presumi pelo tom dos seus cabelos loiros – se aproximava para abraçar Edward. Perto dela, os outros três vampiros de olhos dourados me olharam com franca curiosidade.
Uma das mulheres tinha um cabelo longo, loiro pálido, liso como seda. A outra mulher e o homem ao seu lado tinham cabelos scuros, com a pele meio escurecida sobre sua compleição pálida.
Eles eram todos tão lindos que faziam meu estômago doer.
“Ah, Edward”, Tanya disse. “Eu senti sua falta.”
Edward gargalhou e inteligentemente conseguiu se livrar do abraço, colocando a mão levemente sobre o ombro dela e dando um passo pra trás.
“Ah, Edward”, Tanya disse. “Eu senti sua falta.”
Edward gargalhou e inteligentemente conseguiu se livrar do abraço, colocando a mão levemente sobre o ombro dela e dando um passo pra trás.
“Já faz bastante tempo, Tanya. Você parece bem.”
“E você também.”
“Deixe-me apresenta-los minha esposa.” Era a primeira vez que Edward dizia essa palavra desde que isso virou oficialmente verdade; parecia que ele ia explodir de satisfação dizendo isso agora.
Todos os Denali sorriram levementeem resposta.
“Tanya , esta é minha Bella.”
Tanya era exatamente tão amável quanto nos meus piores pesadelos haviam predito. Ela me lançou um olhar que era mais especulativo do que resignado, e então pegou minha mão.
“Bem vinda à família, Bella”, ela sorriu, um pouco descontente. “Nós nos consideramos uma extensão da família de Carlisle, e eu lamento por, aquele incidente recente quando não nos comportamos como tal. Nós devíamos ter te conhecido mais cedo. Você pode nos perdoar?”
“É claro”, eu disse sem fôlego. “É muito bom conhecer vocês.”
“Agora todos os Cullen tem um par. Talvez agora seja a nossa vez, hein, Kate?” Ela sorriu para a loira.
“Continue sonhando”, Kate disse, rolando seus olhos. Ela tomou minha mão de Tanya e apertou-a gentilmente. “Bem vinda, Bella.”
A mulher de cabelos escuros pôs a mão sobre a de Kate.
“E você também.”
“Deixe-me apresenta-los minha esposa.” Era a primeira vez que Edward dizia essa palavra desde que isso virou oficialmente verdade; parecia que ele ia explodir de satisfação dizendo isso agora.
Todos os Denali sorriram levemente
“Tanya
Tanya era exatamente tão amável quanto nos meus piores pesadelos haviam predito. Ela me lançou um olhar que era mais especulativo do que resignado, e então pegou minha mão.
“Bem vinda à família, Bella”, ela sorriu, um pouco descontente. “Nós nos consideramos uma extensão da família de Carlisle, e eu lamento por, aquele incidente recente quando não nos comportamos como tal. Nós devíamos ter te conhecido mais cedo. Você pode nos perdoar?”
“É claro”, eu disse sem fôlego. “É muito bom conhecer vocês.”
“Agora todos os Cullen tem um par. Talvez agora seja a nossa vez, hein, Kate?” Ela sorriu para a loira.
“Continue sonhando”, Kate disse, rolando seus olhos. Ela tomou minha mão de Tanya e apertou-a gentilmente. “Bem vinda, Bella.”
A mulher de cabelos escuros pôs a mão sobre a de Kate.
“Eu sou Carmem, esse é Eleazar. Estamos muito felizes por finalmente conhecer você.”
“E-eu também”, eu gaguejei.
Tanya olhou para as pessoas esperando atrás dela – o companheiro de trabalho de Charlie, Mark, e sua esposa. Seus olhos eram enormes enquanto eles olhavam para os Denali.
“Vamos nos conhecer depois. Nós temos muito tempo para fazer isso!” Tanya riu enquanto ela e sua família seguiam em frente.
“E-eu também”, eu gaguejei.
Tanya olhou para as pessoas esperando atrás dela – o companheiro de trabalho de Charlie, Mark, e sua esposa. Seus olhos eram enormes enquanto eles olhavam para os Denali.
“Vamos nos conhecer depois. Nós temos muito tempo para fazer isso!” Tanya riu enquanto ela e sua família seguiam em frente.
Todos os padrões tradicionais foram mantidos. Eu fiquei cega pelos flashes de luz enquanto segurávamos a faca sobre o bolo espetacular – grande demais, eu pensei, para o nosso grupo relativamente íntimo de amigos e familiares. Nós começamos enfiar bolo nos rostos um do outro; Edward engoliu corajosamente e parte que cabia a ele enquanto eu olhava sem acreditar. Eu joguei meu buquê com estranha destreza, diretamente nas mãos da surpresa Angela. Emmett e Jasper rugiram de tanto rir quando Edward arrancou a minha liga emprestada – que eu havia feito deslizar quase até o meu calcanhar – muito cuidadosamente com os dentes. Com uma piscadela pra mim, ele atirou-a bem na cara de Mike Newton.
E quando a música começou, Edward me puxou para os seus braços para a costumeira primeira dança; eu fui por vontade própria, apesar do meu medo de dançar – especialmente dançar na frente de uma platéia – feliz por ele simplesmente me abraçar. Ele fez todo o trabalho, e eu girei sem esforço algum sob as luzes e flashes brilhantes das câmeras.
“Aproveitando a festa, Sra. Cullen?” Ele sussurrou no meu ouvido.
Eu ri.
E quando a música começou, Edward me puxou para os seus braços para a costumeira primeira dança; eu fui por vontade própria, apesar do meu medo de dançar – especialmente dançar na frente de uma platéia – feliz por ele simplesmente me abraçar. Ele fez todo o trabalho, e eu girei sem esforço algum sob as luzes e flashes brilhantes das câmeras.
“Aproveitando a festa, Sra. Cullen?” Ele sussurrou no meu ouvido.
Eu ri.
“Eu vou levar um tempo pra me acostumar com isso.”
“Nós temos um tempo”, ele me lembrou, sua voz exultante, e se inclinou pra me beijar enquanto a gente dançava. Câmeras disparavam sem parar.
A música trocou, e Charlie cutucou o ombro de Edward.
“Nós temos um tempo”, ele me lembrou, sua voz exultante, e se inclinou pra me beijar enquanto a gente dançava. Câmeras disparavam sem parar.
A música trocou, e Charlie cutucou o ombro de Edward.
Dançar com Charlie nem de perto foi tão fácil. Ele não era melhor do que eu, então nós nos mexíamos cuidadosamente de um lado para o outro no pequeno formato de um quadrado. Edward e Esme giravam ao nosso redor como Fred Astaire e Ginger Rogers.
“Eu vou sentir sua falta lá em casa, Bella. Eu já me sinto sozinho.”
Eu falei através da minha garganta apertada, tentando fazer piada sobre isso.
“Eu me sinto simplesmente horrível, tendo que fazer você cozinhar pra si mesmo – é praticamente um crime de negligência. Você podia me prender.”
Ele deu um sorriso.
“Eu vou sentir sua falta lá em casa, Bella. Eu já me sinto sozinho.”
Eu falei através da minha garganta apertada, tentando fazer piada sobre isso.
“Eu me sinto simplesmente horrível, tendo que fazer você cozinhar pra si mesmo – é praticamente um crime de negligência. Você podia me prender.”
Ele deu um sorriso.
“Eu acho que vou sobreviver à comida. Só me ligue quando puder.”
“Eu prometo.”
“Eu prometo.”
Parecia que eu tinha dançado com todo mundo. Era bom ver todos os meus amigos, mas eu queria mesmo era estar com Edward acima de qualquer coisa.
Eu fiquei feliz quando ele finalmente interrompeu, meio minuto depois que uma nova dança começou.
“Ainda não gosta muito de Mike, hein?” Eu comentei enquanto Edward me puxava pra longe dele.
“Não quando eu preciso ouvir os pensamentos dele. Ele tem sorte que eu não o botei para fora. Ou pior.”
“Tá, certo.”
“Você teve uma chance de olhar para si mesma?”
“Um, não, eu acho que não. Por quê?”
“Então eu acho que você não se dá conta que está absolutamente linda e de tirar o fôlego esta noite. Não me surpreende que Mike tenha dificuldade com seus pensamentos impróprios com uma mulher casada. Eu estou desapontado por Alice não ter te forçado a se olhar no espelho.”
“Você é louco, sabia?”
Ele suspirou e então parou e me virou em direção à casa. A parede de vidro refletia a festa lá atrás como um longo espelho. Edward apontou para o casal no espelho diretamente à nossa frente.
“Sou louco, não é?”
Eu vi apenas um pouco do reflexo de Edward – uma duplicata perfeita de seu rosto perfeito – com uma bonitona de cabelos escuros ao seu lado. A pele dela era como rosas e creme, seus olhos estavam enormes e excitados e margeados por enormes cílios grossos. A estrutura estreita do vestido branco cintilante ficava subitamente cheio na cauda quase como um lírio invertido, cortado com tanta destreza que seu corpo parecia elegante e gracioso – quando estava parada, pelo menos.
Eu fiquei feliz quando ele finalmente interrompeu, meio minuto depois que uma nova dança começou.
“Ainda não gosta muito de Mike, hein?” Eu comentei enquanto Edward me puxava pra longe dele.
“Não quando eu preciso ouvir os pensamentos dele. Ele tem sorte que eu não o botei para fora. Ou pior.”
“Tá, certo.”
“Você teve uma chance de olhar para si mesma?”
“Um, não, eu acho que não. Por quê?”
“Então eu acho que você não se dá conta que está absolutamente linda e de tirar o fôlego esta noite. Não me surpreende que Mike tenha dificuldade com seus pensamentos impróprios com uma mulher casada. Eu estou desapontado por Alice não ter te forçado a se olhar no espelho.”
“Você é louco, sabia?”
Ele suspirou e então parou e me virou em direção à casa. A parede de vidro refletia a festa lá atrás como um longo espelho. Edward apontou para o casal no espelho diretamente à nossa frente.
“Sou louco, não é?”
Eu vi apenas um pouco do reflexo de Edward – uma duplicata perfeita de seu rosto perfeito – com uma bonitona de cabelos escuros ao seu lado. A pele dela era como rosas e creme, seus olhos estavam enormes e excitados e margeados por enormes cílios grossos. A estrutura estreita do vestido branco cintilante ficava subitamente cheio na cauda quase como um lírio invertido, cortado com tanta destreza que seu corpo parecia elegante e gracioso – quando estava parada, pelo menos.
Antes de conseguir piscar e fazer a beleza se voltar para mim, Edward enrijeceu repentinamente e se virou automaticamente na outra direção, como se alguém tivesse chamado seu nome.
“Oh”, ele disse. A testa dele enrugou por um instante e depois ficou suave de novo rapidamente.
De repente, ele estava sorrindo brilhantemente.
“O que é?” Eu perguntei.
“Um presente de casamento surpresa”
“Huh?”
Ele não respondeu; ele simplesmente começou a dançar de novo, girando comigo para o lado oposto ao que estávamos indo antes, nos distanciando das luzes e entrando nas profundezas da noite que cercava a luminosa pista de dança.
Ele não parou até que alcançamos o lado escuro de uma das enormes cidreiras.
Então Edward seguiu diretamente para a sombra mais escura.
“Obrigado”, Edward disse para a escuridão. “Isso é muito... gentil da sua parte.”
“Gentil é o meu nome do meio” uma voz rouca familiar se ergueu da noite escura. “Posso invadir?”
Minha mão voou para a minha garganta, e se Edward não estivesse me segurando eu ia sofrer um colapso.
“Jacob!” Eu botei para fora assim que consegui respirar. “Jacob!”
“E aí, Bells.”
Eu cambaleei na direção da voz dele. Edward continuou segurando meu cotovelo até que outro forte par de mãos me pegou na escuridão. O calor da pele de Jacob queimou o cetim do vestido enquanto ele me puxou para perto.
Ele não se esforçou pra dançar; ele apenas me abraçou enquanto eu enterrava meu rosto em seu peito.
“Rosalie não vai me perdoar se ela não tiver sua valsa oficial na pista de dança”, Edward murmurou, e eu sabia que ele estava nos deixando, me dando um presente – esse momento com Jacob.
“Oh, Jacob”, eu estava chorando agora; eu não conseguia botar as palavras pra fora com clareza. “Obrigada.”
“Para de se derreter, Bella. Você vai estragar seu vestido. Sou só eu.”
“Só? Oh, Jake! Tudo está perfeito agora.”
Ele rosnou.
“Oh”, ele disse. A testa dele enrugou por um instante e depois ficou suave de novo rapidamente.
De repente, ele estava sorrindo brilhantemente.
“O que é?” Eu perguntei.
“Um presente de casamento surpresa”
“Huh?”
Ele não respondeu; ele simplesmente começou a dançar de novo, girando comigo para o lado oposto ao que estávamos indo antes, nos distanciando das luzes e entrando nas profundezas da noite que cercava a luminosa pista de dança.
Ele não parou até que alcançamos o lado escuro de uma das enormes cidreiras.
Então Edward seguiu diretamente para a sombra mais escura.
“Obrigado”, Edward disse para a escuridão. “Isso é muito... gentil da sua parte.”
“Gentil é o meu nome do meio” uma voz rouca familiar se ergueu da noite escura. “Posso invadir?”
Minha mão voou para a minha garganta, e se Edward não estivesse me segurando eu ia sofrer um colapso.
“Jacob!” Eu botei para fora assim que consegui respirar. “Jacob!”
“E aí, Bells.”
Eu cambaleei na direção da voz dele. Edward continuou segurando meu cotovelo até que outro forte par de mãos me pegou na escuridão. O calor da pele de Jacob queimou o cetim do vestido enquanto ele me puxou para perto.
Ele não se esforçou pra dançar; ele apenas me abraçou enquanto eu enterrava meu rosto em seu peito.
“Rosalie não vai me perdoar se ela não tiver sua valsa oficial na pista de dança”, Edward murmurou, e eu sabia que ele estava nos deixando, me dando um presente – esse momento com Jacob.
“Oh, Jacob”, eu estava chorando agora; eu não conseguia botar as palavras pra fora com clareza. “Obrigada.”
“Para de se derreter, Bella. Você vai estragar seu vestido. Sou só eu.”
“Só? Oh, Jake! Tudo está perfeito agora.”
Ele rosnou.
“É – a festa já pode começar o padrinho finalmente chegou.”
“Agora todos que eu amo estão aqui.”
Eu senti os lábios dele passando pelos meus cabelos.
“Agora todos que eu amo estão aqui.”
Eu senti os lábios dele passando pelos meus cabelos.
“Eu lamento ter me atrasado, querida.”
“Eu estou tão feliz por você ter vindo!”
“Essa era a idéia.”
Eu olhei na direção dos convidados, mas não consegui ver através dos dançarinos o lugar onde eu tinha visto o pai de Jacob pela última vez. Eu não sabia se ele tinha ficado.
“Eu estou tão feliz por você ter vindo!”
“Essa era a idéia.”
Eu olhei na direção dos convidados, mas não consegui ver através dos dançarinos o lugar onde eu tinha visto o pai de Jacob pela última vez. Eu não sabia se ele tinha ficado.
“Billy sabe que você está aqui?”
Assim que eu perguntei, eu soube que ele devia saber – era a única maneira de explicar a sua expressão feliz de antes.
“Eu tenho certeza que Sam contou a ele. Eu vou vê-lo quando... quando a festa acabar.”
“Ele vai ficar tão feliz por você estarem casa.”
Jacob se afastou um pouco e se ergueu de novo. Ele deixou uma mão na parte de baixo das minhas costas e segurou minha mão direita com a outra. Ele segurou nossas mãos no peito dele; eu podia sentir o coração dele batendo sob minha palma, e eu supus que ele não havia colocado a minha mão lá por acidente.
“Eu não sei se vou ganhar mais do que essa dança” ele disse, e começou a me puxar em círculos que não combinavam com o ritmo da música vindo de trás de nós. “É melhor que eu tire o melhor que puder disso.”
Nós nos movíamos seguindo o ritmo do coração dele embaixo da minha mão.
“Eu estou feliz por ter vindo”, ele disse baixinho depois de um momento. “Eu não achei que ficaria feliz. Mas é bom ver você... uma vez mais. Não é tão triste quanto eu imaginei que seria.”
“Eu não quero que você se sinta triste.”
“Eu sei disso. E eu não vim essa noite pra te fazer sentir culpada.”
“Não – eu fico muito feliz por você ter vindo. É o melhor presente que você podia ter me dado.”
Assim que eu perguntei, eu soube que ele devia saber – era a única maneira de explicar a sua expressão feliz de antes.
“Eu tenho certeza que Sam contou a ele. Eu vou vê-lo quando... quando a festa acabar.”
“Ele vai ficar tão feliz por você estar
Jacob
“Eu não sei se vou ganhar mais do que essa dança” ele disse, e começou a me puxar em círculos que não combinavam com o ritmo da música vindo de trás de nós. “É melhor que eu tire o melhor que puder disso.”
Nós nos movíamos seguindo o ritmo do coração dele embaixo da minha mão.
“Eu estou feliz por ter vindo”, ele disse baixinho depois de um momento. “Eu não achei que ficaria feliz. Mas é bom ver você... uma vez mais. Não é tão triste quanto eu imaginei que seria.”
“Eu não quero que você se sinta triste.”
“Eu sei disso. E eu não vim essa noite pra te fazer sentir culpada.”
“Não – eu fico muito feliz por você ter vindo. É o melhor presente que você podia ter me dado.”
Meus olhos estavam se ajustando, e agora eu conseguia ver o rosto dele, mais alto do que eu esperava. Será que era possível que ele ainda estivesse crescendo? Ele devia estar se aproximando de dois metros e meio de altura. Era um alívio ver o rosto familiar novamente depois de todo esse tempo – seus olhos escuros embaixo das sobrancelhas pretas bagunçadas, as maçãs altas de
seu rosto, seus lábios cheios esticados sobre os dentes brilhantes num sorriso sarcástico que combinava com a voz dele. Seus olhos estavam apertados nos cantos – cuidadoso; eu podia ver que ele estava sendo muito cuidadoso essa noite. Ele estava fazendo todo o possível para me deixar feliz, para não dar uma escapulida e deixar claro o quanto isso era difícil pra ele.
Eu nunca fiz nada bom o suficiente pra merecer um amigo como Jacob.
“Quando você decidiu voltar?”
“Conscientemente ou inconscientemente?” Ele respirou profundamente antes de responder sua própria pergunta. “Eu realmente não sei. Eu acho que já faz algum tempo que eu estou rodando essa área, e talvez isso seja porque eu vinha para cá. Mas não foi até essa manhã que eu comecei a correr. Eu não sabia se ia conseguir chegar a tempo.” Ele riu. “Você não acreditaria no quanto isso parece estranho – caminhar sobre duas pernas de novo. E roupas!
E é mais bizarro ainda porque isso parece estranho. Eu não esperava isso. Eu estou sem prática nessa coisa toda de humano.” Ele girou firmemente sem sair do lugar.
“Seria uma pena perder de vê-la assim, no entanto. Isso já valeu a viagem até aqui. Você está inacreditável, Bella. Tão linda.”
“Alice investiu muito tempo em mim hoje. O escuro também está ajudando.”
“Não está tão escuro para mim, sabe.”
“Certo.” Sentidos de lobisomem. Era fácil esquecer de todas as coisas que ele podia fazer, ele parecia tão humano. Especialmente agora. “Você cortou seu cabelo”, eu notei. “É. É mais fácil, sabe. Eu achei melhor usar bem as minhas mãos.”
“Está bonito”, eu menti.
Ele rosnou.
seu rosto, seus lábios cheios esticados sobre os dentes brilhantes num sorriso sarcástico que combinava com a voz dele. Seus olhos estavam apertados nos cantos – cuidadoso; eu podia ver que ele estava sendo muito cuidadoso essa noite. Ele estava fazendo todo o possível para me deixar feliz, para não dar uma escapulida e deixar claro o quanto isso era difícil pra ele.
Eu nunca fiz nada bom o suficiente pra merecer um amigo como Jacob.
“Quando você decidiu voltar?”
“Conscientemente ou inconscientemente?” Ele respirou profundamente antes de responder sua própria pergunta. “Eu realmente não sei. Eu acho que já faz algum tempo que eu estou rodando essa área, e talvez isso seja porque eu vinha para cá. Mas não foi até essa manhã que eu comecei a correr. Eu não sabia se ia conseguir chegar a tempo.” Ele riu. “Você não acreditaria no quanto isso parece estranho – caminhar sobre duas pernas de novo. E roupas!
E é mais bizarro ainda porque isso parece estranho. Eu não esperava isso. Eu estou sem prática nessa coisa toda de humano.” Ele girou firmemente sem sair do lugar.
“Seria uma pena perder de vê-la assim, no entanto. Isso já valeu a viagem até aqui. Você está inacreditável, Bella. Tão linda.”
“Alice investiu muito tempo em mim hoje. O escuro também está ajudando.”
“Não está tão escuro para mim, sabe.”
“Certo.” Sentidos de lobisomem. Era fácil esquecer de todas as coisas que ele podia fazer, ele parecia tão humano. Especialmente agora. “Você cortou seu cabelo”, eu notei. “É. É mais fácil, sabe. Eu achei melhor usar bem as minhas mãos.”
“Está bonito”, eu menti.
Ele rosnou.
“Certo. Eu mesmo cortei, com facas de cozinha enferrujadas.” Ele deu um sorriso largo por um momento, e aí seu sorriso sumiu. A expressão dele ficou séria. “Você está feliz, Bella?”
“Sim.”
“Okay”. Eu senti ele erguer os ombros. “Isso é o mais importante, eu acho.”
“Como você está Jacob? Sério”
“Eu estou bem, Bella, de verdade. Você não precisa mais se preocupar comigo. Pode parar de encher o saco do Seth.”
“Eu não estou enchendo o saco dele só por sua causa. Eu gosto do Seth.”
“Ele é um bom garoto. Melhor companhia do que alguns. Eu te digo, se eu pudesse me ver livre das vozes na minha cabeça, ser um lobisomem seria perfeito.”
Eu sorri pela forma que isso soou.
“Sim.”
“Okay”. Eu senti ele erguer os ombros. “Isso é o mais importante, eu acho.”
“Como você está Jacob? Sério”
“Eu estou bem, Bella, de verdade. Você não precisa mais se preocupar comigo. Pode parar de encher o saco do Seth.”
“Eu não estou enchendo o saco dele só por sua causa. Eu gosto do Seth.”
“Ele é um bom garoto. Melhor companhia do que alguns. Eu te digo, se eu pudesse me ver livre das vozes na minha cabeça, ser um lobisomem seria perfeito.”
Eu sorri pela forma que isso soou.
“É. Eu também não consigo fazer as minhas vozes pararem.”
“No seu caso isso ia significar que você está louca. É claro, eu já sabia que você é louca”, ele zombou.
“Obrigada.”
“Insanidade provavelmente é mais fácil do que dividir os pensamentos com um bando. As vozes das pessoas loucas não mandam babás atrás deles.”
“Huh?”
“Sam está por aí. E alguns dos outros. Só por via das dúvidas, sabe.”
“Que dúvidas?”
“No caso de eu não conseguir me controlar, alguma coisa assim. No caso de eu tentar destruir a festa.” Ele abriu um sorriso rápido pelo que pareceu ser uma boa idéia para ele. “Mas eu não estou aqui para estragar seu casamento, Bella. Eu estou aqui para...” Ele parou.
“Para deixar tudo perfeito.”
“Isso é um pouco grandioso demais.”
“Que bom que você é tão alto.”
Ele rosnou com a minha piada ruim e então suspirou.
“No seu caso isso ia significar que você está louca. É claro, eu já sabia que você é louca”, ele zombou.
“Obrigada.”
“Insanidade provavelmente é mais fácil do que dividir os pensamentos com um bando. As vozes das pessoas loucas não mandam babás atrás deles.”
“Huh?”
“Sam está por aí. E alguns dos outros. Só por via das dúvidas, sabe.”
“Que dúvidas?”
“No caso de eu não conseguir me controlar, alguma coisa assim. No caso de eu tentar destruir a festa.” Ele abriu um sorriso rápido pelo que pareceu ser uma boa idéia para ele. “Mas eu não estou aqui para estragar seu casamento, Bella. Eu estou aqui para...” Ele parou.
“Para deixar tudo perfeito.”
“Isso é um pouco grandioso demais.”
“Que bom que você é tão alto.”
Ele rosnou com a minha piada ruim e então suspirou.
“Eu estou aqui só para ser seu amigo. Seu melhor amigo, uma última vez.”
“Sam devia te dar mais crédito.”
“Bem, talvez eu esteja sendo sensível demais. Talvez eles já devessem estar aqui de qualquer jeito, para ficar de olho no Seth. Tem um monte de vampiros por aqui. Seth não leva isso tão a sério quanto devia.”
“Seth sabe que não estáem perigo. Ele compreende os Cullen melhor que Sam.”
“Claro, claro”, Jacob disse, fazendo paz antes que isso se transformasse numa briga.
Era estranho vê-lo sendo tão diplomata.
“Eu lamento por essas vozes”, eu disse. “Eu queria poder melhorar as coisas.”
De várias maneiras.
“Não é tão ruim. Eu só estou choramingando um pouco.”
“Você está... feliz?”
“Estou bem perto. Mas já chega de falar de mim. Você é a estrela hoje”. Ele gargalhou. “Eu aposto que você está adorando isso. Ser o centro das atenções.”
“É. Eu nunca me canso da atenção.”
Ele riu e olhou para a minha mão. Com os lábios torcidos, ele estudou o brilho cintilante da festa de recepção, os graciosos giros dos dançarinos, as pétalas flutuantes caindo das guirlandas; eu olhei junto com ele. Tudo parecia muito distante desse espaço escuro, silencioso.
“Sam devia te dar mais crédito.”
“Bem, talvez eu esteja sendo sensível demais. Talvez eles já devessem estar aqui de qualquer jeito, para ficar de olho no Seth. Tem um monte de vampiros por aqui. Seth não leva isso tão a sério quanto devia.”
“Seth sabe que não está
“Claro, claro”, Jacob disse, fazendo paz antes que isso se transformasse numa briga.
Era estranho vê-lo sendo tão diplomata.
“Eu lamento por essas vozes”, eu disse. “Eu queria poder melhorar as coisas.”
De várias maneiras.
“Não é tão ruim. Eu só estou choramingando um pouco.”
“Você está... feliz?”
“Estou bem perto. Mas já chega de falar de mim. Você é a estrela hoje”. Ele gargalhou. “Eu aposto que você está adorando isso. Ser o centro das atenções.”
“É. Eu nunca me canso da atenção.”
Ele riu e olhou para a minha mão. Com os lábios torcidos, ele estudou o brilho cintilante da festa de recepção, os graciosos giros dos dançarinos, as pétalas flutuantes caindo das guirlandas; eu olhei junto com ele. Tudo parecia muito distante desse espaço escuro, silencioso.
Era quase como observar os pequenos pedacinhos brancos caindo em círculos num globo de neve.
“Eu admito isso para eles”, ele disse. “Eles sabem como dar uma festa.”
“Alice é uma força da natureza impossível de ser detida.”
Ele suspirou.
“Eu admito isso para eles”, ele disse. “Eles sabem como dar uma festa.”
“Alice é uma força da natureza impossível de ser detida.”
Ele suspirou.
“A música acabou. Você acha que eu posso dançar outra? Ou isso é pedir demais de você?”
Eu apertei a mão dele com a minha.
Eu apertei a mão dele com a minha.
“Você pode ter quantas danças quiser.”
Ele riu.
Ele riu.
“Isso seria interessante. Mas eu acho que é melhor parar nas duas. Não quero dar motivo para fofoca.”
Nós viramos em outro círculo.
“É de se imaginar que a essa altura eu já estivesse acostumado a ter dizer adeus”, ele murmurou.
Eu tentei engolir o caroço na minha garganta, mas não consegui forçá-lo a descer.
Jacob olhou para mim e fez uma careta. Ele passou os dedos na minha bochecha, pegando as lágrimas que escorriam ali.
“Não é você quem devia estar chorando, Bella”.
“Todo mundo chora em casamentos”, eu disse com a voz grossa.
“É isso que você quer, não é?”
“É.”
“Então sorria.”
Eu tentei. Ele sorriu com a minha careta.
“Eu vou tentar lembrar de você assim. Fingir que...”
“Que o quê? Que eu morri?”
Ele apertou os dentes. Ele estava lutando consigo mesmo – com a sua decisão de fazer de sua presença aqui um presente e não um julgamento. Eu podia adivinhar o que ele queria dizer.
“Não”, ele respondeu finalmente. “Mas eu vou te ver desse jeito em minha cabeça. Bochechas rosadas. Coração batendo. Dois pés esquerdos. Tudo isso.”
Eu deliberadamente pisei no pé dele o mais forte que pude.
Ele sorriu.
Nós viramos em outro círculo.
“É de se imaginar que a essa altura eu já estivesse acostumado a ter dizer adeus”, ele murmurou.
Eu tentei engolir o caroço na minha garganta, mas não consegui forçá-lo a descer.
Jacob olhou para mim e fez uma careta. Ele passou os dedos na minha bochecha, pegando as lágrimas que escorriam ali.
“Não é você quem devia estar chorando, Bella”.
“Todo mundo chora em casamentos”, eu disse com a voz grossa.
“É isso que você quer, não é?”
“É.”
“Então sorria.”
Eu tentei. Ele sorriu com a minha careta.
“Eu vou tentar lembrar de você assim. Fingir que...”
“Que o quê? Que eu morri?”
Ele apertou os dentes. Ele estava lutando consigo mesmo – com a sua decisão de fazer de sua presença aqui um presente e não um julgamento. Eu podia adivinhar o que ele queria dizer.
“Não”, ele respondeu finalmente. “Mas eu vou te ver desse jeito em minha cabeça. Bochechas rosadas. Coração batendo. Dois pés esquerdos. Tudo isso.”
Eu deliberadamente pisei no pé dele o mais forte que pude.
Ele sorriu.
“Essa é a minha garota.”
Ele começou a dizer outra coisa mas fechou a boca. Lutando de novo, ele fechou os dentes sobre as palavras que ele não queria dizer.
Ele começou a dizer outra coisa mas fechou a boca. Lutando de novo, ele fechou os dentes sobre as palavras que ele não queria dizer.
Meu relacionamento com Jacob costumava ser tão fácil. Natural como respirar. Mas desde que Edward voltou para a minha vida, era uma dificuldade constante. Porque – nos olhos de Jacob – escolhendo Edward, eu estava escolhendo um futuro que era pior que a morte, ou pelo menos equivalente a isso.
“O que foi, Jake? É só me dizer. Você pode me dizer qualquer coisa.”
“Eu – eu... não tenho nada para te dizer.”
“Oh, por favor. Bota logo para fora.”
“É verdade. Não é... é – é uma pergunta. É uma coisa que eu quero que você diga para mim.”
“Pergunte.”
Ele resistiu por um minuto e então exalou.
“O que foi, Jake? É só me dizer. Você pode me dizer qualquer coisa.”
“Eu – eu... não tenho nada para te dizer.”
“Oh, por favor. Bota logo para fora.”
“É verdade. Não é... é – é uma pergunta. É uma coisa que eu quero que você diga para mim.”
“Pergunte.”
Ele resistiu por um minuto e então exalou.
“Eu não devia. Não importa. É simplesmente curiosidade mórbida.”
Como eu o conhecia tão bem, eu entendi.
“Não é essa noite, Jacob”, eu sussurrei.
Jacob estava ainda mais obcecado com a minha humanidade que Edward.
Cada uma das batidas do meu coração era como um tesouro, já que elas agora estavam com os dias contados.
“Quando?” Ele murmurou.
“Eu não tenho certeza. Uma semana ou duas, talvez.”
A voz dele mudou, criou um tom defensivo, de zombaria.
Como eu o conhecia tão bem, eu entendi.
“Não é essa noite, Jacob”, eu sussurrei.
Jacob estava ainda mais obcecado com a minha humanidade que Edward.
Cada uma das batidas do meu coração era como um tesouro, já que elas agora estavam com os dias contados.
“Quando?” Ele murmurou.
“Eu não tenho certeza. Uma semana ou duas, talvez.”
A voz dele mudou, criou um tom defensivo, de zombaria.
“O que está te impedindo?”
“Eu simplesmente não queria passar a minha lua de mel esperneando de dor.”
“Você prefere passá-la como? Jogando cartas? Ha Ha.”
“Muito engraçado.”
“Brincadeira, Bells. Mas honestamente, eu não vejo qual a necessidade. Você não pode ter uma lua de mel de verdade com o seu vampiro, então porque atrasar isso? Vamos ser sinceros. Não é a primeira vez que você adia. Isso, no entanto, é uma coisa boa”, ele disse, repentinamente, mostrando sinceridade.
“Não fique com vergonha disso.”
“Eu não estou adiando”, eu atirei. “E sim eu posso ter uma lua de mel de verdade! Eu posso fazer o que eu quiser! Se liga!”
Ele parou o lento círculo da dança abruptamente. Por um momento, eu me perguntei se ele finalmente havia reparado que a música tinha mudado, e eu procurei na minha mente alguma forma de contornar o nosso pequeno desentendimento antes que ele dissesse adeus. Nós não devíamos nos despedir dessa forma.
E aí os olhos dele ficaram muito arregalados com um tipo estranho de horror confuso.
“O quê?” Ele resfolegou. “O que você disse?”
“Sobre o quê... Jake? Qual é o problema?”
“O que você quis dizer? Ter uma lua de mel de verdade? Enquanto você ainda é humana? Você está brincando? Essa é uma piada doentia, Bella!”
Eu o encarei.
“Eu simplesmente não queria passar a minha lua de mel esperneando de dor.”
“Você prefere passá-la como? Jogando cartas? Ha Ha.”
“Muito engraçado.”
“Brincadeira, Bells. Mas honestamente, eu não vejo qual a necessidade. Você não pode ter uma lua de mel de verdade com o seu vampiro, então porque atrasar isso? Vamos ser sinceros. Não é a primeira vez que você adia. Isso, no entanto, é uma coisa boa”, ele disse, repentinamente, mostrando sinceridade.
“Não fique com vergonha disso.”
“Eu não estou adiando”, eu atirei. “E sim eu posso ter uma lua de mel de verdade! Eu posso fazer o que eu quiser! Se liga!”
Ele parou o lento círculo da dança abruptamente. Por um momento, eu me perguntei se ele finalmente havia reparado que a música tinha mudado, e eu procurei na minha mente alguma forma de contornar o nosso pequeno desentendimento antes que ele dissesse adeus. Nós não devíamos nos despedir dessa forma.
E aí os olhos dele ficaram muito arregalados com um tipo estranho de horror confuso.
“O quê?” Ele resfolegou. “O que você disse?”
“Sobre o quê... Jake? Qual é o problema?”
“O que você quis dizer? Ter uma lua de mel de verdade? Enquanto você ainda é humana? Você está brincando? Essa é uma piada doentia, Bella!”
Eu o encarei.
“Eu disse para você se tocar, ligar, Jake. Isso simplesmente não é assunto seu. Eu não devia ter... nós não devíamos estar conversando sobre isso. É particular”
As mãos enormes dele agarraram a parte de cima dos meus braços, se fechando neles, seus dedos se tocando.
“Ow, Jake! Me solta!”
Ele me sacudiu.
“Bella! Você perdeu a cabeça? Você não pode ser tão estúpida assim! Me diga que você está brincando!”
Ele me sacudiu de novo. As mãos dele apertadas como torniquetes, estavam tremendo, mandando vibrações profundas pelos meus ossos.
“Jake – pare!”
De repente a escuridão foi tomada por uma multidão.
“Tire as suas mãos dela!” A voz de Edward era fria como gelo, afiada como navalhas.
Atrás de Jacob, houve um rosnado que saiu da escuridão da noite, e depois outro, mais alto que o primeiro.
“Jake, mano, se afasta.” Eu ouvi Seth Clearwater pedir. “Você está perdendo o controle.”
Jacob pareceu ficar congelado como estava, seus olhos horrorizados estava
arregalados e vidrados.
“Você vai machucá-la”, Seth sussurrou. “Solte-a.”
“Agora!” Edward rosnou.
As mãos de Jacob caíram dos lados do seu corpo, e o fluxo de sangue que começou a correr repentinamente em minhas veias era quase doloroso. Antes que eu pudesse me dar conta de mais coisas além disso, mãos frias tomaram o lugar das mãos quentes , e de repente o ar ao meu redor começou a correr.
Eu pisquei, e estava de pé a doze metros de distância do lugar onde eu havia estado antes. Edward estava tenso na minha frente. Haviam dois enormes lobos entre ele Jacob, mas eles não pareciam agressivos comigo. Era mais como se eles estivessem tentando prevenir a briga.
E Seth – o grande Seth, de apenas quinze anos – passou seus braços longos ao redor do corpo trêmulo de Jacob, e estava puxando-o para longe. Se Jacob se transformasse com Seth tão perto dele...
“Anda, Jake. Vamos.”
“Eu vou matar você”, Jacob disse, a voz dele estava tão esganiçada de raiva que era apenas um sussurro baixo. Seus olhos, focados em Edward, queimavam de fúria. “Eu vou matar você com minhas próprias mãos! Eu vou fazer isso agora!” Ele tremeu convulsivamente.
O maior lobo, o preto, rosnou alto.
“Seth, saia do caminho.” Edward assobiou.
Seth puxou Jacob novamente. Jacob estava tão acometido de raiva que Seth conseguiu arrancá-lo mais uns metros para longe.
As mãos enormes dele agarraram a parte de cima dos meus braços, se fechando neles, seus dedos se tocando.
“Ow, Jake! Me solta!”
Ele me sacudiu.
“Bella! Você perdeu a cabeça? Você não pode ser tão estúpida assim! Me diga que você está brincando!”
Ele me sacudiu de novo. As mãos dele apertadas como torniquetes, estavam tremendo, mandando vibrações profundas pelos meus ossos.
“Jake – pare!”
De repente a escuridão foi tomada por uma multidão.
“Tire as suas mãos dela!” A voz de Edward era fria como gelo, afiada como navalhas.
Atrás de Jacob, houve um rosnado que saiu da escuridão da noite, e depois outro, mais alto que o primeiro.
“Jake, mano, se afasta.” Eu ouvi Seth Clearwater pedir. “Você está perdendo o controle.”
Jacob pareceu ficar congelado como estava, seus olhos horrorizados estava
arregalados e vidrados.
“Você vai machucá-la”, Seth sussurrou. “Solte-a.”
“Agora!” Edward rosnou.
As mãos de Jacob caíram dos lados do seu corpo, e o fluxo de sangue que começou a correr repentinamente em minhas veias era quase doloroso. Antes que eu pudesse me dar conta de mais coisas além disso, mãos frias tomaram o lugar das mãos quentes , e de repente o ar ao meu redor começou a correr.
Eu pisquei, e estava de pé a doze metros de distância do lugar onde eu havia estado antes. Edward estava tenso na minha frente. Haviam dois enormes lobos entre ele Jacob, mas eles não pareciam agressivos comigo. Era mais como se eles estivessem tentando prevenir a briga.
E Seth – o grande Seth, de apenas quinze anos – passou seus braços longos ao redor do corpo trêmulo de Jacob, e estava puxando-o para longe. Se Jacob se transformasse com Seth tão perto dele...
“Anda, Jake. Vamos.”
“Eu vou matar você”, Jacob disse, a voz dele estava tão esganiçada de raiva que era apenas um sussurro baixo. Seus olhos, focados em Edward, queimavam de fúria. “Eu vou matar você com minhas próprias mãos! Eu vou fazer isso agora!” Ele tremeu convulsivamente.
O maior lobo, o preto, rosnou alto.
“Seth, saia do caminho.” Edward assobiou.
Seth puxou Jacob novamente. Jacob estava tão acometido de raiva que Seth conseguiu arrancá-lo mais uns metros para longe.
“Não faça isso, Jake. Vamos embora. Anda.”
Sam - o maior lobo, o preto – se juntou a Seth nessa hora. Ele colocou sua cabeça enorme contra o peito de Jacob e empurrou.
Eles três – Seth puxando, Jacob tremendo, e Sam empurrando – desapareceram rapidamente na escuridão.
O outro lobo ficou olhando eles irem. Eu não tinha certeza, na luz fraca, de qual era a cor do pêlo dele – marrom chocolate, talvez? Era Quil, então?
“Eu lamento”, eu sussurrei para o lobo.
“Está tudo bem agora, Bella”, Edward murmurou.
O lobo olhou para Edward. O olhar dele não era amigável. Edward deu a ele um frio aceno de cabeça. O lobo fez um som e então se virou para acompanhar os outros, sumindo assim como eles.
“Tudo bem”, Edward disse pra si mesmo, e então olhou pra mim. “Vamos voltar.”
“Mas Jake –”
“Ele está nas mãos de Sam. Ele se foi.”
“Edward, eu lamento. Eu fui estúpida –”
“Você não fez nada errado –”
“Eu tenho uma boca tão grande! Por que eu... Eu não devia ter deixado ele me tirar do sério assim. O que eu estava pensando?”
“Não se preocupe.” Ele tocou meu rosto. “Precisamos voltar para a recepção antes que alguém perceba a nossa ausência.”
Eu balancei a cabeça, tentando me reorientar. Antes que alguém percebesse?
Será que alguém não tinha visto isso?
Então, enquanto eu pensava nisso, eu me dei conta de que o confronto que me pareceu tão catastrófico, na realidade, tinha sido bem silencioso e curto aqui nas sombras.
“Me dê dois segundos”, eu implorei.
Eu estava um caos por dentro com pânico e pesar, mas isso não importava – apenas o exterior importava nesse momento. Fazer uma boa atuação era uma coisa que eu sabia que precisava dominar.
“Meu vestido?”
“Você está bem. Nem um fio de cabelo está fora do lugar.”
Eu respirei profundamente duas vezes. “Certo. Vamos lá.”
Sam - o maior lobo, o preto – se juntou a Seth nessa hora. Ele colocou sua cabeça enorme contra o peito de Jacob e empurrou.
Eles três – Seth puxando, Jacob tremendo, e Sam empurrando – desapareceram rapidamente na escuridão.
O outro lobo ficou olhando eles irem. Eu não tinha certeza, na luz fraca, de qual era a cor do pêlo dele – marrom chocolate, talvez? Era Quil, então?
“Eu lamento”, eu sussurrei para o lobo.
“Está tudo bem agora, Bella”, Edward murmurou.
O lobo olhou para Edward. O olhar dele não era amigável. Edward deu a ele um frio aceno de cabeça. O lobo fez um som e então se virou para acompanhar os outros, sumindo assim como eles.
“Tudo bem”, Edward disse pra si mesmo, e então olhou pra mim. “Vamos voltar.”
“Mas Jake –”
“Ele está nas mãos de Sam. Ele se foi.”
“Edward, eu lamento. Eu fui estúpida –”
“Você não fez nada errado –”
“Eu tenho uma boca tão grande! Por que eu... Eu não devia ter deixado ele me tirar do sério assim. O que eu estava pensando?”
“Não se preocupe.” Ele tocou meu rosto. “Precisamos voltar para a recepção antes que alguém perceba a nossa ausência.”
Eu balancei a cabeça, tentando me reorientar. Antes que alguém percebesse?
Será que alguém não tinha visto isso?
Então, enquanto eu pensava nisso, eu me dei conta de que o confronto que me pareceu tão catastrófico, na realidade, tinha sido bem silencioso e curto aqui nas sombras.
“Me dê dois segundos”, eu implorei.
Eu estava um caos por dentro com pânico e pesar, mas isso não importava – apenas o exterior importava nesse momento. Fazer uma boa atuação era uma coisa que eu sabia que precisava dominar.
“Meu vestido?”
“Você está bem. Nem um fio de cabelo está fora do lugar.”
Eu respirei profundamente duas vezes. “Certo. Vamos lá.”
Ele colocou o braço ao meu redor e me guiou de volta para a luz. Quando nós passamos por baixo das luzes piscando, ele me virou gentilmente até a pista de dança. Nós nos misturamos com os outros dançarinos como se a nossa dança nunca tivesse sido interrompida.
Eu olhei para os convidados ao redor, mas ninguém parecia chocado ou amedrontado. Apenas os rostos mais pálidos dali demonstravam algum sinal de estresse, e eles estavam escondendo bem. Jasper e Emmett estavam na beira da pista de dança, juntos um do outro, e eu adivinhei que eles tinham estado lá quando o confronto aconteceu.
“Você está –”
“Eu estou bem”, eu prometi. “Eu não consigo acreditar que fiz aquilo. O que há de errado comigo?”
“Não há nada de errado com você.”
Eu tinha estado tão feliz por Jacob estar lá. Eu sabia o sacrifício que ele estava fazendo. E então eu arruinei tudo, transformei seu presente em um desastre.
Eu devia estar isolada do mundo.
Mas a minha idiotice não ia arruinar nada mais essa noite. Eu ia deixar tudo de lado, trancar numa gaveta e trancar para lidar com isso mais tarde. Haveria tempo suficiente para me auto-flagelar com isso mais tarde, e nada do que eu fizesse nesse momento ajudaria.
“Está acabado”, eu disse. “Não vamos pensar nisso de novo essa noite.”
Eu esperei que Edward concordasse rapidamente, mas ele ficouem silêncio.
“Edward ?”
Ele fechou os olhos e pôs a testa sobre a minha.
Eu olhei para os convidados ao redor, mas ninguém parecia chocado ou amedrontado. Apenas os rostos mais pálidos dali demonstravam algum sinal de estresse, e eles estavam escondendo bem. Jasper e Emmett estavam na beira da pista de dança, juntos um do outro, e eu adivinhei que eles tinham estado lá quando o confronto aconteceu.
“Você está –”
“Eu estou bem”, eu prometi. “Eu não consigo acreditar que fiz aquilo. O que há de errado comigo?”
“Não há nada de errado com você.”
Eu tinha estado tão feliz por Jacob estar lá. Eu sabia o sacrifício que ele estava fazendo. E então eu arruinei tudo, transformei seu presente em um desastre.
Eu devia estar isolada do mundo.
Mas a minha idiotice não ia arruinar nada mais essa noite. Eu ia deixar tudo de lado, trancar numa gaveta e trancar para lidar com isso mais tarde. Haveria tempo suficiente para me auto-flagelar com isso mais tarde, e nada do que eu fizesse nesse momento ajudaria.
“Está acabado”, eu disse. “Não vamos pensar nisso de novo essa noite.”
Eu esperei que Edward concordasse rapidamente, mas ele ficou
“Edward
Ele fechou os olhos e pôs a testa sobre a minha.
“Jacob está certo”, ele sussurrou. “O que eu estou pensando?”
“Ele não está certo.” Eu tentei manter meu rosto tranqüilo por causa da multidão de amigos observando. “Jacob é preconceituoso demais para ver alguma coisa claramente.”
Ele murmurou alguma coisa que quase soou como:
“Ele não está certo.” Eu tentei manter meu rosto tranqüilo por causa da multidão de amigos observando. “Jacob é preconceituoso demais para ver alguma coisa claramente.”
Ele murmurou alguma coisa que quase soou como:
“Devia deixá-lo me matar só por eu ter pensado...”
“Pare com isso”, eu disse ferozmente. Eu agarrei o rosto dele com as minhas mãos e esperei até que ele abrisse os olhos. “Você e eu. Isso é só o que importa. A única coisa na qual você tem permissão para pensar agora. Você me ouviu?”
“Sim”, ele suspirou.
“Esqueça que Jacob apareceu.” Eu podia fazer isso. Eu ia fazer isso. “Por mim. Prometa que você vai deixar isso para lá.”
Ele me olhou nos olhos por um momento antes de responder.
“Pare com isso”, eu disse ferozmente. Eu agarrei o rosto dele com as minhas mãos e esperei até que ele abrisse os olhos. “Você e eu. Isso é só o que importa. A única coisa na qual você tem permissão para pensar agora. Você me ouviu?”
“Sim”, ele suspirou.
“Esqueça que Jacob apareceu.” Eu podia fazer isso. Eu ia fazer isso. “Por mim. Prometa que você vai deixar isso para lá.”
Ele me olhou nos olhos por um momento antes de responder.
“Eu prometo.”
“Obrigada, Edward. Eu não estou com medo.”
“Eu estou”, ele sussurrou.
“Não fique.” Eu respirei profundamente e sorri. “Por sinal, eu te amo.”
Ele sorriu só um pouco como resposta.
“Obrigada, Edward. Eu não estou com medo.”
“Eu estou”, ele sussurrou.
“Não fique.” Eu respirei profundamente e sorri. “Por sinal, eu te amo.”
Ele sorriu só um pouco como resposta.
“É por isso que estamos aqui.”
“Você está monopolizando a noiva”, Emmett disse, vindo por trás do ombro de Edward. “Me deixe dançar com a minha irmãzinha. Ela pode ser a minha última chance de fazê-la corar.”
Ele riu alto, tão tranqüilo quanto ele sempre era não importando a atmosfera.
“Você está monopolizando a noiva”, Emmett disse, vindo por trás do ombro de Edward. “Me deixe dançar com a minha irmãzinha. Ela pode ser a minha última chance de fazê-la corar.”
Ele riu alto, tão tranqüilo quanto ele sempre era não importando a atmosfera.
Acabou que havia muitas pessoas com as quais eu não tinha dançado ainda, e isso me deu uma chance de realmente me compor e me decidir. Quando Edward me tirou para dançar de novo, eu decidi que a gaveta de Jacob estava bem fechada com força. Quando ele colocou os braços ao meu redor, eu consegui recuperar a minha sensação de alegria de anteriormente, a minha certeza de que tudo na minha vida estava no lugar certo essa noite. Eu sorri e coloquei minha cabeça no peito dele. Os braços dele me apertaram mais.
“Eu posso me acostumar a isso”, eu disse.
“Não me diga que você superou os seus problemas com dança?”
“Dançar não é tão ruim – com você. Mas eu estava pensando mais nisso,” – e eu me pressionei a ele ainda mais – “em nunca te soltar.”
“Nunca”, ele prometeu e se inclinou para me beijar. Esse foi um beijo sério – intenso, lento mais aumentando o ritmo.
Eu quase tinha esquecido de onde eu estava quando ouvi Alice chamar:
“Bella, está na hora!”
Eu senti uma leve pontada de irritação com minha nova irmã pela interrupção.
Edward a ignorou; seus lábios estavam pousados com força nos meus, mais urgentes que antes. Meu coração começou a correr e minhas palmas estavam escorregadias na nuca dele.
“Vocês querem perder o avião?” Alice quis saber, bem ao meu lado agora.
“Eu tenho certeza que vocês terão uma bela lua de mel acampados no aeroporto esperando pelo próximo vôo.”
Edward virou um pouco o rosto para murmurar “Vai embora, Alice”, e então pressionou seus lábios nos meus de novo.
“Bella, você quer usar esse vestido no avião?” Ela quis saber.
Eu realmente não estava prestando muita atenção. Naquele momento, eu simplesmente não ligava.
Alice rosnou baixinho.
“Eu posso me acostumar a isso”, eu disse.
“Não me diga que você superou os seus problemas com dança?”
“Dançar não é tão ruim – com você. Mas eu estava pensando mais nisso,” – e eu me pressionei a ele ainda mais – “em nunca te soltar.”
“Nunca”, ele prometeu e se inclinou para me beijar. Esse foi um beijo sério – intenso, lento mais aumentando o ritmo.
Eu quase tinha esquecido de onde eu estava quando ouvi Alice chamar:
“Bella, está na hora!”
Eu senti uma leve pontada de irritação com minha nova irmã pela interrupção.
Edward a ignorou; seus lábios estavam pousados com força nos meus, mais urgentes que antes. Meu coração começou a correr e minhas palmas estavam escorregadias na nuca dele.
“Vocês querem perder o avião?” Alice quis saber, bem ao meu lado agora.
“Eu tenho certeza que vocês terão uma bela lua de mel acampados no aeroporto esperando pelo próximo vôo.”
Edward virou um pouco o rosto para murmurar “Vai embora, Alice”, e então pressionou seus lábios nos meus de novo.
“Bella, você quer usar esse vestido no avião?” Ela quis saber.
Eu realmente não estava prestando muita atenção. Naquele momento, eu simplesmente não ligava.
Alice rosnou baixinho.
“Eu vou contar onde você está levando ela, Edward.
Deus me ajude, mas eu vou.”
Ele congelou. Então ele levantou o rosto do meu e encarou sua irmã favorita.
Deus me ajude, mas eu vou.”
Ele congelou. Então ele levantou o rosto do meu e encarou sua irmã favorita.
“Você é terrivelmente pequena para ser tão enormemente irritante.”
“Eu não escolhi o vestido de viagem perfeito para vê-lo sem uso”, ela respondeu, pegando minha mão. “Venha comigo, Bella.”
Eu lutei com a mão dela para ficar na ponta dos pés e dar mais um beijo nele.
Ela puxou meu braço impacientemente, me levando para longe dele.
Houveram algumas gargalhadas dos convidados que estavam olhando. Ai eu desisti e a deixei me guiar para a casa vazia.
Ela parecia chateada.
“Desculpa, Alice”, eu me desculpei.
“Eu não te culpo, Bella.” Ela suspirou. “Você não parece ser capaz de se controlar.”
Eu ri da expressão martirizada dela, e ela fez uma careta.
“Obrigada, Alice. É o casamento mais lindo que alguém já teve”, eu disse sinceramente a ela. “Tudo estava exatamente certo. Você é a melhor irmã,
mais esperta e talentosa do mundo inteiro.”
Isso a ganhou, ela deu um sorriso enorme. “Eu estou feliz que você tenha gostado.”
“Eu não escolhi o vestido de viagem perfeito para vê-lo sem uso”, ela respondeu, pegando minha mão. “Venha comigo, Bella.”
Eu lutei com a mão dela para ficar na ponta dos pés e dar mais um beijo nele.
Ela puxou meu braço impacientemente, me levando para longe dele.
Houveram algumas gargalhadas dos convidados que estavam olhando. Ai eu desisti e a deixei me guiar para a casa vazia.
Ela parecia chateada.
“Desculpa, Alice”, eu me desculpei.
“Eu não te culpo, Bella.” Ela suspirou. “Você não parece ser capaz de se controlar.”
Eu ri da expressão martirizada dela, e ela fez uma careta.
“Obrigada, Alice. É o casamento mais lindo que alguém já teve”, eu disse sinceramente a ela. “Tudo estava exatamente certo. Você é a melhor irmã,
mais esperta e talentosa do mundo inteiro.”
Isso a ganhou, ela deu um sorriso enorme. “Eu estou feliz que você tenha gostado.”
Renée e Esme estavam esperando no andar de cima. Elas três me tiraram rapidamente do meu vestido e me puseram no vestido azul escuro para viagem de Alice. Eu fiquei agradecida por alguém ter tirado as presilhas do meu cabelo e o deixaram cair pelas minhas costas, ondulado por causa das minhas tranças, me salvando de uma dor de cabeça por causa delas mais tarde. As lágrimas de minha mãe rolaram o tempo inteiro sem parar.
“Eu vou ligar para você quando souber para onde estou indo”, eu prometi enquanto eu dava um abraço de despedida nela. Eu sabia que o segredo sobre a lua de mel estava provavelmente deixando-a louca, mães odeiam segredos, a não ser que elas estivessem envolvidas neles.
“Eu vou te contar assim que ela estiver seguramente longe”, Alice ganhou de mim, sorrindo maliciosamente pela minha expressão magoada. Que injusto, eu ser a última a saber.
“Você vai ter que visitar a mim e ao Phil, muito, muito em breve. É a sua vez de ir para o sul – ver o sol para variar”, Renée disse.
“Hoje não choveu”, eu lembrei ela, evitando o seu pedido.
“Um milagre.”
“Está tudo pronto”, Alice disse. “Suas malas estão no carro – Jasper vai trazêlo.”
Ela me puxou de volta em direção às escadas com Renée seguindo, ainda meio abraçada comigo.
“Eu te amo, mãe”, eu sussurrei enquanto descíamos. “Eu estou muito feliz que você tenha o Phil. Cuidem um do outro.”
“Eu te amo também, Bella, querida.”
“Adeus, mãe. Eu amo você”, eu disse de novo, minha garganta grossa.
Edward estava esperando no fim das escadas. Eu segurei a mão que ele ergueu para mim mas me distanciei, procurando por entra a pequena multidão que esperava pra nos ver sair.
“Pai?” Eu perguntei, meus olhos procurando.
“Aqui”, Edward murmurou. Ele me puxou entre os convidados; eles abriram caminho para nós.
Nós encontramos Charlie encostado de forma estranha na parede atrás de todo mundo, parecendo que ele estava se escondendo. Os anéis vermelhos ao redor dos olhos dele me explicaram por que.
“Oh, pai!”
“Eu vou ligar para você quando souber para onde estou indo”, eu prometi enquanto eu dava um abraço de despedida nela. Eu sabia que o segredo sobre a lua de mel estava provavelmente deixando-a louca, mães odeiam segredos, a não ser que elas estivessem envolvidas neles.
“Eu vou te contar assim que ela estiver seguramente longe”, Alice ganhou de mim, sorrindo maliciosamente pela minha expressão magoada. Que injusto, eu ser a última a saber.
“Você vai ter que visitar a mim e ao Phil, muito, muito em breve. É a sua vez de ir para o sul – ver o sol para variar”, Renée disse.
“Hoje não choveu”, eu lembrei ela, evitando o seu pedido.
“Um milagre.”
“Está tudo pronto”, Alice disse. “Suas malas estão no carro – Jasper vai trazêlo.”
Ela me puxou de volta em direção às escadas com Renée seguindo, ainda meio abraçada comigo.
“Eu te amo, mãe”, eu sussurrei enquanto descíamos. “Eu estou muito feliz que você tenha o Phil. Cuidem um do outro.”
“Eu te amo também, Bella, querida.”
“Adeus, mãe. Eu amo você”, eu disse de novo, minha garganta grossa.
Edward estava esperando no fim das escadas. Eu segurei a mão que ele ergueu para mim mas me distanciei, procurando por entra a pequena multidão que esperava pra nos ver sair.
“Pai?” Eu perguntei, meus olhos procurando.
“Aqui”, Edward murmurou. Ele me puxou entre os convidados; eles abriram caminho para nós.
Nós encontramos Charlie encostado de forma estranha na parede atrás de todo mundo, parecendo que ele estava se escondendo. Os anéis vermelhos ao redor dos olhos dele me explicaram por que.
“Oh, pai!”
Eu o abracei pela cintura, lágrimas surgindo de novo – eu estava chorando demais essa noite.
Ele deu uns tapinhas nas minhas costas.
“Tudo bem. Você não quer perder seu avião.”
Era difícil falar de amor com Charlie – nós éramos parecidos demais, sempre revertendo às coisas triviais para evitar demonstrações embaraçosas de carinho. Mas isso não era hora pra ter vergonha.
“Eu amo você, pai”, eu disse a ele. “Não esqueça isso.”
“Você também, Bells. Sempre amei, sempre amarei.”
Eu beijei a bochecha dele ao mesmo tempo em que ele beijou a minha.
“Me ligue”, ele disse.
“Logo”, eu prometi, sabendo que isso era tudo o que eu podia prometer.
“Tudo bem. Você não quer perder seu avião.”
Era difícil falar de amor com Charlie – nós éramos parecidos demais, sempre revertendo às coisas triviais para evitar demonstrações embaraçosas de carinho. Mas isso não era hora pra ter vergonha.
“Eu amo você, pai”, eu disse a ele. “Não esqueça isso.”
“Você também, Bells. Sempre amei, sempre amarei.”
Eu beijei a bochecha dele ao mesmo tempo em que ele beijou a minha.
“Me ligue”, ele disse.
“Logo”, eu prometi, sabendo que isso era tudo o que eu podia prometer.
Apenas uma ligação. Meu pai e minha mãe não poderiam me ver novamente;
eu estaria diferente demais, e muito, muito perigosa.
“Vá lá, então”, ele disse com a voz grogue. “Vocês não querem se atrasar.”
Os convidados fizeram outro espaço pra nós. Edward me puxou para o seu lado e nós escapamos.
“Você está pronta?” Ele perguntou.
“Estou”, eu disse, e eu sabia que era verdade.
Todo mundo aplaudiu quando Edward me beijou no batente da porta. Então ele correu para o carro enquanto a chuva de arroz começava. A maioria passou longe, mas alguém, provavelmente Emmett, jogou com tremenda precisão, e um monte deles ricocheteou nas costas de Edward.
eu estaria diferente demais, e muito, muito perigosa.
“Vá lá, então”, ele disse com a voz grogue. “Vocês não querem se atrasar.”
Os convidados fizeram outro espaço pra nós. Edward me puxou para o seu lado e nós escapamos.
“Você está pronta?” Ele perguntou.
“Estou”, eu disse, e eu sabia que era verdade.
Todo mundo aplaudiu quando Edward me beijou no batente da porta. Então ele correu para o carro enquanto a chuva de arroz começava. A maioria passou longe, mas alguém, provavelmente Emmett, jogou com tremenda precisão, e um monte deles ricocheteou nas costas de Edward.
O carro estava decorado com mais flores que o decoravam por toda parte, e longos laços de fita que estavam amarrados a uma dúzia de sapatos – sapatos de estilistas famosos que pareciam novos em folha – presos ao fundo do carro.
Edward me protegeu do arroz enquanto eu entrava, e então ele entrou e começou a acelerar o carro enquanto eu acenava pela janela e gritava “eu amo vocês” para a varanda, onde minhas famílias acenavam de volta.
A última imagem que eu registrei foi dos meus pais. Phil tinha os dois braços rodeando Renée ternamente. Ela tinha um braço agarrado à cintura dele e a mão livre dela alcançou a de Charlie. Tantos tipos diferentes de amor, em harmonia nesse momento. Parecia-me uma imagem promissora.
Edward apertou minha mão.
“Eu te amo”, ele disse.
Eu me inclinei pros braços dele.
Edward me protegeu do arroz enquanto eu entrava, e então ele entrou e começou a acelerar o carro enquanto eu acenava pela janela e gritava “eu amo vocês” para a varanda, onde minhas famílias acenavam de volta.
A última imagem que eu registrei foi dos meus pais. Phil tinha os dois braços rodeando Renée ternamente. Ela tinha um braço agarrado à cintura dele e a mão livre dela alcançou a de Charlie. Tantos tipos diferentes de amor, em harmonia nesse momento. Parecia-me uma imagem promissora.
Edward apertou minha mão.
“Eu te amo”, ele disse.
Eu me inclinei pros braços dele.
“É por isso que estamos aqui”, eu citei o que ele disse.
Ele beijou meu cabelo.
Enquanto nós entrávamos na estrada escurecida e Edward pisava no acelerador, eu ouvi um barulho sobre o ronco do motor, vindo da floresta atrás de nós. Se eu podia ouvir, ele certamente também podia. Mas ele não disse nada enquanto o som desaparecia na distância. Eu também não disse nada.
Ele beijou meu cabelo.
Enquanto nós entrávamos na estrada escurecida e Edward pisava no acelerador, eu ouvi um barulho sobre o ronco do motor, vindo da floresta atrás de nós. Se eu podia ouvir, ele certamente também podia. Mas ele não disse nada enquanto o som desaparecia na distância. Eu também não disse nada.
O uivo penetrante, de partir o coração, ficou fraco e então desapareceu inteiramente.
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